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No 11º corte seguido da taxa Selic, Comitê de Política Monetária afirmou ter considerado a "recuperação consistente da economia" para tomar a decisão

Brasil Econômico

Copom levou a taxa básica de juros chega a menor nível da história após passar de 7% para 6,75% ao ano
Arquivo/Agência Brasil
Copom levou a taxa básica de juros chega a menor nível da história após passar de 7% para 6,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (7) um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, a taxa básica de juros. Com a decisão, o índice passou de 7% para 6,75% ao ano, confirmando a expectativa de algumas instituições do mercado financeiro consultadas pelo Boletim Focus, do próprio BC. Este foi o 11º corte seguido na taxa, que chegou ao menor nível desde o início da série histórica, em 1986.

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A justificativa do Copom para o corte na taxa básica de juros são os indicativos da "recuperação consistente da economia" divulgados na última reunião. "O cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica cresce globalmente. Isso tem contribuído até o momento para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes, apesar da volatilidade recente das condições financeiras nas economias avançadas", afirmou o comitê.

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Entre outubro de 2012 e abril de 2013, a Selic foi mantida em 7,25% ao ano, até então o menor nível da história, e passou a ser reajustada de forma gradual até atingir 14,25% ao ano em julho de 2015. O patamar foi mantido nos meses seguintes, até registrar uma queda em outubro de 2016. De lá para cá, o índice só recuou, chegando a 7% ao ano em dezemro de 2017, data da última reunião do Copom. 

A taxa básica de juros é utilizada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para outras taxas de economia. Ao elevar a Selic, o BC segura o excesso de demanda que pressiona os preços, já que os juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a taxa, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando a produçnao e o consumo, mas perdendo o controle da inflação.

Mercado também faz apostas sobre Inflação e PIB

O mercado projeta inflação abaixo do centro da meta de 4,5% do governo. De acordo com as instituições, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar em 3,94% ao ano. Para 2019, a meta do governo para o IPCA é de 4,25%, mesmo valor projetado pelo mercado financeiro.

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Além da taxa básica de juros e do Produto Interno Bruto (PIB), os analistas consultados indicam que a a economia deverá crescer 2,70% em 2018. Antes, a projeção do mercado estava em 2,66%. Na última sexta-feira (2), o Ministério do Planejamento atualizou a projeção do governo em 2018, de 2,5% para 3%.

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