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Última redução imposta pela Petrobras foi em 2 de fevereiro, quando o valor foi a R$ 1,4758; essa política de reajustes é adotada desde julho de 2017

Com a decisão da Petrobras, o preço da gasolina passará dos atuais R$ 1,5232 para R$ 1,5581, um aumento de 2,27%
Weverson Rocio/Petrobras
Com a decisão da Petrobras, o preço da gasolina passará dos atuais R$ 1,5232 para R$ 1,5581, um aumento de 2,27%

A Petrobras comunicou que vai reajustar o preço da gasolina nas refinarias para cima a partir desta sexta-feira (15). Com a decisão, o litro do combustível passará dos atuais R$ 1,5232 para R$ 1,5581, um aumento de 2,27%. É a quarta vez consecutiva em menos de duas semanas que o valor cobrado às distribuidoras sobe.

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A última redução imposta pela Petrobras ao preço da gasolina nas refinarias foi em 2 de fevereiro, quando o valor passou de R$ 1,4907 para R$ 1,4758. A estatal adota essa política de reajustes desde julho de 2017 e, de acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar.

O preço médio do litro do  diesel  nas refinarias, por sua vez, segue em R$ 2,0005. No fim do ano passado, a Petrobras anunciou um mecanismo financeiro de proteção à política de preços do diesel, semelhante ao já utilizado na gasolina, que permite à estatal manter o valor nas refinarias estável por um período de até sete dias em momentos de alta volatilidade.

Entenda o preço da gasolina

Do preço da gasolina, 26% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Do preço da gasolina, 26% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes

De acordo com cálculos feitos pela própria Petrobras, os valores praticados nas refinarias equivalem a 26% do preço pago pelos consumidores nos postos. Essa porcentagem aproximada leva em conta a coleta de preços feita pela estatal entre os dias 3 e 9 de fevereiro em 13 capitais e regiões metropolitanas do País.

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Outros 47% são formados basicamente por tributos. Destes, 31% correspondem ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), recolhido pelos estados, e outros 16% são relativos à Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e ao PIS/Cofins, de competência da União.

A diferença entre os impostos estaduais e federais está na forma com que são cobrados. O ICMS varia de acordo com o que é praticado nos postos, então cada vez que o preço da gasolina sobe, os estados arrecadam mais dinheiro. O PIS/Cofins e a Cide, ao contrário, são valores fixados por litro: o primeiro é de R$ 0,7925 e o segundo, de R$ 0,10.

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Do restante do preço da gasolina, 12% correspondem ao custo do etanol anidro, que, segundo a lei, deve compor 27% da gasolina comum. Os últimos 15%, por sua vez, são relativos aos custos e ao lucro de distribuidores e postos. Em maio de 2018, essa fatia era de 12%, o que sugere um aumento de três pontos percentuais na margem de lucro desses agentes desde então.

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