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Redução de 1% é válida a partir deste sábado; recente valorização do real frente ao dólar, de acordo com a estatal, justificou o reajuste para baixo

A recente valorização do real frente ao dólar motivou, segundo a estatal, a redução no preço da gasolina nas refinarias
Thinkstock/Getty Images
A recente valorização do real frente ao dólar motivou, segundo a estatal, a redução no preço da gasolina nas refinarias

Depois da redução de 1,3% anunciada nesta terça-feira (29), a segunda dos últimos oito dias, a Petrobras comunicou que vai voltar a reajustar o preço da gasolina nas refinarias para baixo a partir deste sábado (2). Com a decisão, o litro do combustível passará dos atuais R$ 1,4907 para R$ 1,4758, uma queda de 1%.

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A Petrobras adota essa política de reajuste dos preços desde julho de 2017. De acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar. A recente valorização do real frente a moeda norte-americana motivou, segundo a estatal, a redução no  preço da gasolina  nas refinarias.

O preço médio do litro do diesel nas refinarias, por sua vez, segue em R$ 2,0198. No fim do ano passado, a Petrobras anunciou um mecanismo financeiro de proteção à política de preços do diesel, semelhante ao já utilizado na gasolina, que permite à estatal manter o valor nas refinarias estável por um período de até sete dias em momentos de alta volatilidade.

Entenda o preço da gasolina

Do preço da gasolina, 27% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes
Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
Do preço da gasolina, 27% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes

De acordo com cálculos feitos pela própria  Petrobras , os valores praticados nas refinarias equivalem a 27% do preço pago pelos consumidores nos postos. Essa porcentagem aproximada leva em conta a coleta de preços feita pela estatal entre os dias 20 e 26 de janeiro em 13 capitais e regiões metropolitanas do País.

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Outros 47% são formados basicamente por tributos. Destes, 31% correspondem ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), recolhido pelos estados, e outros 16% são relativos à Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e ao PIS/Cofins, de competência da União.

A diferença entre os impostos estaduais e federais está na forma com que são cobrados. O ICMS varia de acordo com o que é praticado nos postos, então cada vez que o preço da gasolina sobe, os estados arrecadam mais dinheiro. O PIS/Cofins e a Cide, ao contrário, são valores fixados por litro: o primeiro é de R$ 0,7925 e o segundo, de R$ 0,10.

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Do restante do  preço da gasolina , 12% correspondem ao custo do etanol anidro, que, segundo a lei, deve compor 27% da gasolina comum. Os últimos 14%, por sua vez, são relativos aos custos e ao lucro de distribuidores e postos. Em maio de 2018, essa fatia era de 12%, o que sugere um aumento de dois pontos percentuais na margem de lucro desses agentes desde então.

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