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Em relação a 2016, quando as empresas eram obrigadas a despachar malas gratuitamente, o faturamento subiu 188,4%; passagens subiram 1%

Bagagens no aerorporto
Agência Brasil/Marcelo Camargo
Cobrança de bagagem obrigatória tinha como intuito reduzir o preço das passagens, o que não aconteceu


As companhias aéreas brasileiras, como Gol, Avianca, Latam e Azul,  faturaram mais de R$ 1 bilhão no ano passado com a cobrança de bagagem e marcações de assentos. No total, R$ 1,02 bilhão foram arrecadados.

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Esse valor é 74,4% maior do que o faturado em 2017 —R$ 585 milhões —, quando a cobrança de bagagem e as marcações de assento taxadas tiveram início. Desde 2016, quando o despacho de malas ainda era obrigatoriamente gratuito, a arrecadação das companhias aéreas subiu 188,4%.

Entre as empresas brasileiras, a Gol foi a companhia aérea que arrecadou mais dinheiro com essas mudanças no ano passado:

Gol

  • Bagagem: R$ 252,8 milhões
  • Marcação de assentos: R$ 105,1 milhões
  • Total: R$ 357,9 milhões

Azul

  • Bagagem: R$ 178,2 milhões
  • Marcação de assentos: R$ 116,5 milhões
  • Total: R$ 294,7 milhões

Latam

  • Bagagem: R$ 233,2 milhões
  • Marcação de assentos: R$ 39,4 milhões
  • Total: R$ 272,6 milhões

Avianca

  • Bagagem: R$ 90,7 milhões
  • Marcação de assentos: R$ 5,4 milhões
  • Total: R$ 96,1 milhões

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A cobrança de bagagem foi efetivada com o intuito de reduzir o preço das passagens no Brasil, mas isso também não aconteceu. Além de faturarem mais com as malas e a marcação de assentos , as empresas de aviação lucraram, também, com o aumento no valor dos voos.

Segundo a Agência de Aviação Civil (Anac), a tarifa média das passagens no País subiu 1% no ano passado.