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No ano passado, segundo a estatal, o total de ocorrências chegou a 261, uma alta de 250% frente a 2016; meta do programa é baixar esse número em 75%

presidente da petrobras
Fernando Frazão/Agência Brasil
No ano passado, segundo a Petrobras, o número de ocorrências chegou a 261, uma alta de 250% em relação a 2016

A Petrobras lançou nesta sexta-feira (7) o Programa Integrado de Proteção de Dutos (Pró-Dutos), com o objetivo de prevenir furtos de combustíveis da malha de oleodutos operados pela Transpetro. No ano passado, o número de ocorrências chegou a 261, uma alta de 250% em relação a 2016. Desse total, 151 foram em São Paulo e 69 no Rio. A meta do plano é reduzir em 75% o número de furtos até dezembro de 2021.

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Segundo a estatal, os prejuízos somam R$ 600 milhões nos últimos quatro anos. Foram mais de 42 milhões de litros furtados e 8.600 horas de operações de fornecimento de combustíveis paralisadas. Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras , lembrou que o fornecimento da QAV (querosene de aviação) chegou a ser interrompido por dois dias para o aeroporto de Guarulhos e por três dias para Brasília.

"Nos últimos anos, temos visto uma escalada no furto de combustíveis, com implicação humana e que atinge as comunidades mais pobres. Tivemos o fornecimento do combustível paralisado  por dois dias no Aeroporto de Guarulhos. Em Brasília, foram três dias de abastecimento prejudicado, que teve que ser compensado por caminhões. Por isso é importante o lançamento desse programa", explicou.

Para reduzir esse número, a estatal assinou acordos com os governos do Rio e de São Paulo para reforçar a cooperação nas ações de inteligência e segurança, já que os furtos resultam em vazamentos que contaminam o solo e podem causar explosões. O presidente da Petrobras lembrou que, em breve, ainda vai assinar um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça. 

O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia), que também esteve no evento de lançamento do Pró-Dutos, lembrou que é preciso que parte dos recursos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) pagos pelas petroleiras sejam direcionados ao combate do furto. "Precisamos ser mais criativos para nos contrapormos às quadrilhas. Precisamos de novas ferramentas", defendeu.

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Além de Albuquerque, também participaram do evento Decio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP); Eduardo Ferreira, presidente do Conselho de Administração da Petrobras ; Jose Luiz Cardoso, secretário da Casa Civil do Rio; Alvaro Batista, secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo; e Antonio Rubens Silvino, presidente da Transpetro.