Brasil Econômico

fábrica da sadia
Divulgação/Sadia
"A companhia espera que a transação reduza a exposição aos riscos setoriais e gere sinergias", disse a BRF em comunicado

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, iniciou conversas para uma fusão com a Marfrig. A viabilidade do negócio será avaliada pelos próximos 90 dias, podendo ser estendida por mais 30 dias. Se o negócio vingar, a nova empresa poderá alcançar a liderança em diversos segmentos, com foco de crescimento no mercado brasileiro e o Halal (destinado a países islâmicos).

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"A companhia também espera que a transação reduza a exposição aos riscos setoriais e gere sinergias, em virtude do equilíbrio e complementariedade de produtos, serviços e diversificação geográfica com relevância no Brasil, Estados Unidos, América Latina, Oriente Médio e Ásia", explicou a BRF em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O comunicado, assinado pelo vice-presidente de Finanças Lorival Nogueira Luz, explica que o memorando de entendimentos não permite que as companhias negociem com outras empresas durante o período das avaliações econômicas. A expectativa é de que a fusão possa reduzir o nível de endividamento.

A companhia ainda informou que, nesta nova empresa, os atuais acionistas da BRF teriam uma participação de 84,98% e os da Marfrig , 15,02%. O preço de partida para a fusão será a média das cotações dos últimos 45 dias. Apesar dessas premissas, a estrutura do que pode vir a ser a nova empresa não está definida.

"Não há qualquer tipo de estrutura societária definida para a combinação, a qual pode incluir a consolidação dos ativos das duas companhias e de suas bases acionárias em uma nova sociedade, visando, inclusive, a diminuição do custo de capital da companhia combinada", completa o comunicado.

Caso a transação seja confirmada, ela terá que ser aprovada pelos acionistas, além das autoridades regulatórias.

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As ações da BRF fecharam em alta de 0,97% e as da Marfrig, estáveis. O fato relevante foi divulgado após o encerramento dos negócios na B3.

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