Eduardo Bartolomeo, presidente da Vale, se desculpou pela tragédia em Brumadinho
Divulgação/Vale
Eduardo Bartolomeo, presidente da Vale, se desculpou pela tragédia em Brumadinho

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, pediu "desculpas a toda a sociedade brasileira pelo o que aconteceu em Brumadinho", em referência ao rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em janeiro deste ano, que tem 238 mortos identificados até esta sexta-feira (10), na abertura da teleconferência com analistas sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre deste ano.

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"Não poderia deixar de agradecer a funcionários, autoridades, bombeiros, Defesa Civil de Minas Gerais e voluntários", disse Bartolomeu ao iniciar sua fala sobre o balanço trimestral, que aponta prejuízo líquido de R$ 6,4 bilhões. Ele acrescentou que essas pessoas não medem esforços desde 25 de janeiro, dia em que aconteceu o desastre, para ajudar a mitigar os efeitos do rompimento da barragem .

O resultado trimestral de 2019 contrastou com o lucro de R$ 5,1 bilhões registrado nos três primeiros meses do ano passado e o ganho de R$ 14,5 bilhões no último trimestre do ano passado. Este foi o primeiro prejuízo da Vale desde a tragédia de Mariana, em 2015.

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Bartolomeo afirmou que a Vale "tem compromisso total com comunidades atingidas", com foco em "segurança, pessoas e reparação", e que o objetivo da empresa é reparar "de forma célere e justa por danos causados às comunidades, à infraestrutura e ao ambiente".

O executivo acrescentou que gostaria de ver Brumadinho renascido e com novas vocações econômicas. "Ter a Vale com portfólio mais enxuto e com a sustentabilidade enraizada nas operações locais. No médio prazo, que a sociedade reconheça nossos esforços para sermos uma empresa melhor. Jamais esqueceremos Brumadinho. Nosso legado será transformar a Vale na empresa de mineração mais segura e, portanto, mais confiável", afirmou Bartolomeo.

Na conversa com analistas, o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani, afirmou que a empresa prevê ser possível atingir novamente ritmo de produção a 400 milhões de toneladas por ano de minério de ferro apenas em dois ou três anos, devido ao impacto do desastre deste ano. Segundo ele, a empresa, que é a maior produtora global de minério de ferro, planejava atingir o patamar já neste ano, mas foi levada a interromper operações e rever atividades após a tragédia, em 25 de janeiro.

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"Nós não temos pressa, estamos trabalhando em conjunto com o Ministério Público e as autoridades. Nosso objetivo é comum, é assegurar que só haverá qualquer tipo de retomada uma vez que haja segurança absoluta", afirmou Siani sobre o pós-Brumadinho para a Vale.

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