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Nas imagens, rapaz conversa com seguranças e depois cai no chão duas vezes; ele foi imobilizado por um dos seguranças e acabou falecendo. Veja

Câmeras de segurança do hipermercado Extra registraram início da confusão com jovem
Reprodução YouTube
Câmeras de segurança do hipermercado Extra registraram início da confusão com jovem


Câmeras de segurança registraram os momentos que sucederam a imobilização de Pedro Henrique Gonzaga, de 25 anos, por um segurança da rede de hipermercados Extra da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O rapaz foi acusado de tentar roubar a arma do funcionário do estabelecimento e acabou  morrendo depois de levar uma "gravata" na última quinta-feira (14).

Nas imagens, é possível ver o jovem se aproximando dos seguranças do Extra e conversando por alguns instantes. Uma mulher se aproxima e Pedro cai no chão. Ele é levantado pelos funcionários, mas depois de alguns segundos cai novamente.

Confira as imagens:




Em um outro vídeo, gravado por clientes do hipermercado , Pedro aparece rendido e pelo segurança Davi Ricardo Moreira. De acordo com testemunhas, o funcionário teria segurado o jovem por por cerca de dois minutos, até que ele desmaiou. Enquanto isso, pessoas no local tentavam convencê-lo a sair de cima do rapaz: "Tá sufocando ele. Ele tá com a mão roxa. Ele tá desacordado",  diziam. O segurança respondeu que o desmaio seria uma simulação.

Também é possível escutar testemunhas dizendo que Pedro não estava roubando. "Ele estava no caixa com a gente ali", diz uma mulher, que é rapidamente repreendida por um dos seguranças. "Você está mentindo", repete ele.


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Mesmo com a ajuda de Bombeiros, que foram até o hipermercado tentar reanimar o jovem, ele precisou ser encaminhado para o Centro de Emergência Regional da Barra da Tijuca, onde segundo a Secretaria Municipal de Saúde, deu entrada com quadro de parada cardiorrespiratória. Ele foi reanimado, mas sofreu outras duas paradas e não resistiu. Neste sábado (16), Pedro está sendo enterrado na cidade carioca.

O segurança chegou a ser preso em flagrante, mas pagou fiança e vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em liberdade.

Resposta do Extra

Na foto, Pedro Henrique Gonzaga aparece ainda vivo, depois de ser imobilizado pelo segurança do hipermercado Extra
Reprodução/ Redes Sociais
Na foto, Pedro Henrique Gonzaga aparece ainda vivo, depois de ser imobilizado pelo segurança do hipermercado Extra


O Extra emitiu duas notas sobre o caso. Na primeira, afirma que afastou os seguranças envolvidos. Apesar disso, a rede tenta justificar a agressão do segurança , dizendo que a ação "tratou-se de uma reação a tentativa de furto a arma".

Na segunda, declara que  "nada justifica a perda de uma vida" e também diz que a "companhia se solidariza com os familiares e envolvidos". A empresa também chama o episódio de "lamentável e afirma " que não aceita qualquer ato de violência". O hipermercado promete não fugir de suas responsabilidades diante da situação e diz que está "contribuindo com todas as informações disponíveis".

O advogado da empresa Group Protection (responsável pela vigilância no local) corroborou a versão de legítima defesa . De acordo com ele, o jovem tentou roubar a arma do segurança e que, em seguida, acreditou que o rapaz simulava um desmaio. Eles fazem a contenção, retiram a arma e o garoto desmaia. O que se acredita que tenha sido uma simulação naquele momento. O próprio segurança reporta. Ele está mentindo, ele está mentindo, ele está simulando um desmaio como anteriormente havia simulado", disse.

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O delegado responsável pelo caso afirmou, no entanto, que o segurança do Extra se excedeu na ação, mas que existem poucos elementos que caracterizem a intenção de matar. 





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