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Posicionamento do hipermercado gerou críticas nas redes sociais; Pedro Henrique Gonzaga morreu após ser imobilizado por segurança do Extra

Na foto, Pedro Henrique Gonzaga aparece ainda vivo, depois de ser imobilizado pelo segurança do hipermercado Extra
Reprodução/ Redes Sociais
Na foto, Pedro Henrique Gonzaga aparece ainda vivo, depois de ser imobilizado pelo segurança do hipermercado Extra


O Grupo Pão de Açúcar, responsável pela rede de hipermercados Extra, emitiu um novo posicionamento sobre a ação de um de seus seguranças de uma unidade da loja na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, que  acabou matando um rapaz de 25 anos na quinta-feira (14).

Na nova nota, o Extra declara que "nada justifica a perda de uma vida" e também diz que a "companhia se solidariza com os familiares e envolvidos".  A empresa também chama o episódio de "lamentável e afirma " que não aceita qualquer ato de violência". 

O hipermercado promete não fugir de suas responsabilidades diante da situação e diz que está "contribuindo com todas as informações disponíveis". Leia na íntegra:

"Com relação ao lamentável episódio ocorrido na tarde da última quinta-feira (14 de fevereiro) no Hipermercado Extra Barra, a rede vem a público reiterar que não aceita qualquer ato de violência.  Um grave fato ocorreu na loja do Extra e a rede não vai se eximir das responsabilidades diante do ocorrido, sendo a maior interessada em esclarecer a situação o mais rapidamente possível. Desta forma, está colaborando com as autoridades e contribuindo com todas as informações disponíveis.

 Os envolvidos no caso foram definitivamente afastados. A companhia instaurou uma sindicância interna para acompanhamento junto à empresa de segurança e aos órgãos competentes do andamento das investigações.  O Extra continuará contribuindo com a apuração e assegura que tomará todas as medidas cabíveis tendo em vista o resultado da investigação.

 Acrescentamos que, independentemente do resultado da apuração dos fatos, nada justifica a perda de uma vida e a companhia se solidariza com os familiares e envolvidos."

Divulgado na tarde desta sexta-feira (15), o comunicado foi emitdo pelo hipermercado Extra depois que internautas criticaram o primeiro posicionamento da empresa.










Na nota anterior, a rede faz poucas menções ao jovem morto e afirma que afastou os seguranças envolvidos. Apesar disso, o Extra tenta justificar a agressão do segurança ,  dizendo que a ação "tratou-se de uma reação a tentativa de furto a arma". 

O advogado da empresa Group Protection (responsável pela vigilância no local) corroborou a versão de legítima defesa . De acordo com ele, o jovem tentou roubar a arma do segurança e que, em seguida, acreditou que o rapaz simulava um desmaio. Eles fazem a contenção, retiram a arma e o garoto desmaia. O que se acredita que tenha sido uma simulação naquele momento. O próprio segurança reporta. Ele está mentindo, ele está mentindo, ele está simulando um desmaio como anteriormente havia simulado", disse.

O delegado responsável pelo caso afirmou, no entanto, que o segurança se excedeu na ação, mas que existem poucos elementos que caracterizem a intenção de matar. 

Entenda o que aconteceu no Extra da Barra da Tijuca

Extra diz que está colaborando com as investigações, mas que ação de segurança foi reação a uma tentativa de furto
Divulgação
Extra diz que está colaborando com as investigações, mas que ação de segurança foi reação a uma tentativa de furto


Pedro Henrique Gonzaga, de 25 anos, morreu ontem (14) ao sofrer uma parada cardíaca no Hospital Municipal Lourenço Jorge, local para o qual foi encaminhado depois de ter sido imobilizado pelo segurança Davi Ricardo Moreira. Depois de cerca de dois minutos sendo segurado, o jovem ficou desacordado.

Clientes e testemunhas do hipermercado registraram a ação em vídeo. Confira:




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Enquanto isso, pessoas que estavam no Extra na hora do ocorrido tentavam convencê-lo a sair de cima do rapaz: "Tá sufocando ele. Ele tá com a mão roxa. Ele tá desacordado", diziam. O segurança respondeu que o desmaio seria uma simulação. Nas imagens, também é possível escutar testemunhas dizendo que Pedro não estava roubando. "Ele estava no caixa com a gente ali", diz uma mulher, que é rapidamente repreendida por um dos seguranças. "Você está mentindo", repete ele. Outro segurança tenta impedir a filmagem: "Tá filmando porque?", diz. "Não pode filmar aqui, não. Você é polícia?"