Azul Fidelidade amplia emissões com parceiros via Azul Pelo Mundo
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Azul Fidelidade amplia emissões com parceiros via Azul Pelo Mundo

O programa Azul Fidelidade  abriu uma nova janela de transferência bonificada de pontos da Livelo, com bônus que pode chegar a 110%, até quinta-feira (7). A oferta pode ser interessante para quem já tem uso planejado das milhas ou acumulou pontos a baixo custo, mas exige cuidado com prazos e com o valor real dos resgates.

A coluna analisou o regulamento da campanha e, como de praxe nesse tipo de oferta, o bônus não depende apenas da transferência em si.

Para participar, é obrigatório fazer o cadastro prévio na página da promoção dentro do período de vigência e só depois enviar os pontos da Livelo para o Azul Fidelidade.

Sem esse registro, a transferência é concluída normalmente, mas o bônus não é concedido. O envio mínimo é de 1.000 pontos.

Os percentuais variam conforme o perfil do cliente. Quem não participa de clubes recebe 50% de bônus, enquanto assinantes do Clube Livelo ou do Clube Azul partem de 80%.

A partir daí, entram faixas progressivas de acordo com o tempo de permanência no Clube Azul, podendo chegar a 110% para clientes com mais de cinco anos de assinatura ativa.

O crédito dos pontos bônus não é imediato e pode levar até 15 dias úteis após o fim da campanha.

A bonificação está estruturada da seguinte forma:

  • 50% → clientes comuns
  • 80% → assinantes Clube Azul ou Clube Livelo
  • 85% → assinantes do Clube Azul (6 a 11 meses)
  • 90% → assinantes do Clube Azul (1 a 2 anos)
  • 100% → assinantes do Clube Azul (3 a 4 anos)
  • 110% → assinantes do Clube Azul (mais de 5 anos)


Outro ponto relevante é a validade. Enquanto os pontos transferidos seguem as regras padrão do programa Azul Fidelidade, os pontos bonificados expiram em seis meses a partir do crédito.

Isso limita bastante a margem para quem pretende transferir sem uma emissão já em mente. Além disso, a transferência é definitiva e não pode ser cancelada, mesmo em caso de arrependimento.

Para quem vale a pena?

Transferências bonificadas são uma das bases de qualquer estratégia eficiente de milhas, junto com compras bonificadas, como já falei anteriormente.

Você acumula pontos em programas como Livelo, espera uma janela com bônus e transfere com multiplicação do saldo.

É uma estratégia que pode dobrar o número de milhas sem custo adicional ou reduzir drasticamente o custo do milheiro, dependendo da origem dos pontos.

Entretanto, tem um ponto que costuma ser ignorado.

Diferente de programas com tabelas mais previsíveis, a Azul opera com precificação dinâmica em voos da própria companhia.

O valor em pontos varia muito; não existe uma tabela fixa confiável; e o mesmo voo pode custar 5 mil ou 25 mil pontos.

Ou seja, ter muitos pontos no Azul Fidelidade não garante necessariamente boas emissões. É preciso entender quando valerá a pena usá-los. A Azul, de modo geral, é uma companhia que costuma fazer promoções para emitir com pontos.

Porém, existe um caminho dentro do próprio programa que amplia as possibilidades de uso: o Azul Pelo Mundo, plataforma que reúne emissões com companhias parceiras em voos internacionais.

Nesse ambiente, é possível encontrar dois tipos de tarifas. A tarifa pública segue a lógica dinâmica já conhecida, com variação constante de preços. Já a chamada tarifa award opera com uma lógica diferente, com precificação fixa, permitindo acessar emissões que, em alguns casos, apresentam valores bastante competitivos.

A plataforma abre espaço para encontrar boas oportunidades em voos com parceiros como Emirates, United  e Air Canada, ajudando a mitigar parte das limitações da precificação dinâmica nos voos operados pela Azul.

Dito isso, vale a pena usufruir da promoção se:

  • Você já tem uma emissão já planejada: viu disponibilidade e sabe de quantos pontos precisa;
  • você teve um custo baixo de aquisição na origem: seus pontos vieram de compras bonificadas ou boas promoções (o ganho é real);
  • é assinante do Clube Azul há muito tempo: conseguir o bônus de mais de 100% garante um outro patamar de eficiência.


Por outro lado, transferir pontos apenas porque o percentual do bônus é alto pode ser um movimento arriscado.

A validade de seis meses dos pontos bônus reduz a margem para esperar boas oportunidades, e a transferência irreversível elimina qualquer possibilidade de ajuste de rota.

Sem planejamento, o risco é ficar com um saldo elevado em um programa de preços voláteis e acabar utilizando essas milhas em resgates pouco eficientes.

Mais do que olhar o percentual, a decisão aqui passa por uma conta simples: qual é o custo por milha depois da transferência e qual é o valor que você consegue extrair no resgate.

Se essas duas pontas não fecham, o bônus deixa de ser vantagem e passa a ser apenas volume.

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