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Bolsonaro e Haddad não detalharam suas agendas econômicas. Se você, prudentemente, está com medo dos dois, é bom blindar o seu dinheiro

Olá, gravateiras e gravateiros! Chegou a reta final da campanha eleitoral, mas as incertezas políticas e econômicas não serão eliminadas na noite do dia 28 de outubro. A definição do novo presidente da República ajudará a clarear um pouco o cenário para 2019, mas há inúmeras incógnitas sobre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Se você, prudentemente, está com medo dos dois, é bom proteger o seu bolso.

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De forma bem resumida e apartidária, eu posso afirmar que Bolsonaro e Haddad não detalharam suas agendas econômicas. Isso gera medo . Quem vier a ser eleito terá um cheque praticamente em branco para propor e implementar medidas que podem ou não ser do agradado da sociedade. Temos, até agora, apenas linhas gerais.

Vejamos alguns exemplos. Bolsonaro é mais liberal enquanto Haddad tem perfil mais desenvolvimentista. O plano de governo do PSL propõe enxugar o Estado, cortar gastos e privatizar estatais. Quais empresas seriam vendidas? Já o plano do PT defende o Estado como indutor da economia, liderando a retomada dos investimentos e a geração de empregos. Com qual dinheiro? A ausência de detalhes gera medo em quem desconfia dos dois candidatos. Na dúvida, é recomendável proteger o seu dinheiro.

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Embora os juros básicos tenham caído bastante nos últimos dois anos, o Brasil ainda é um paraíso para aplicações conservadoras. Quem está com medo e não gosta de fortes emoções, sugiro manter distância da Bolsa de Valores. Minha recomendação bem prática é a trinca do Tesouro Direto.

Coloque uma parte de sua poupança em Tesouro Selic com foco no curto prazo. Esse título paga a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5%, mais 0,01% ao ano. É um título com ampla liquidez e que protege o seu bolso caso o Banco Central decida subir os juros. Haverá cobrança de Imposto de Renda (IR) de 15% a 22,5% sobre o rendimento. Quanto maior o prazo, menor o IR.

Outra parte pode ser alocada em IPCA+. Esse título paga a inflação oficial mais uma taxa de juros de 4,81% (vencimento em 2024) ou de 5,23% (vencimento em 2035 ou em 2045). Atenção: esse rendimento só é garantido se você ficar com o título até o vencimento. Se vender antes, correrá o risco do mercado. Trata-se, portanto, de uma ótima opção de longo prazo. Lembrando que também haverá cobrança de Imposto de Renda (IR) de 15% a 22,5% sobre o rendimento. Quanto maior o prazo, menor o IR.      

E, por fim, aplique uma parte em Tesouro Prefixado, que paga 8,28% ao ano (vencimento em 2021) ou 9,84% ao ano (vencimento em 2025). Atenção: esse rendimento só é garantido se você mantiver o título até o vencimento. Se vender antes, correrá o risco do mercado. Trata-se, portanto, de uma ótima opção de médio prazo. Lembrando que também haverá cobrança de Imposto de Renda (IR) de 15% a 22,5% sobre o rendimento. Quanto maior o prazo, menor o IR.

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A decisão sobre o volume que você colocará em cada um dos três títulos públicos dependerá do prazo mais adequado para a sua realidade financeira. O ideal, na minha visão, é equilibrar as três opções. Lembrando que as principais corretoras e os grandes bancos cobram taxa zero nesse tipo de investimento. Como eu já escrevi acima, a Bolsa de Valores não é para quem está com medo de Bolsonaro ou Haddad. E o dólar? Jamais recomendo o câmbio como aplicação financeira. Apresento, a seguir, um vídeo que traz detalhes sobre investimentos atrelados à inflação.


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