
A Ri Happy, uma das maiores varejistas de brinquedos do Brasil, e outras cinco empresas do grupo entraram com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo, no domingo (18), para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. O pedido inclui no processo as empresas Ri Happy, Brincar Marcas e Participações, Drh Casa de Festa, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, Partout Administração de Franquias e Bens, e Pbkids Brinquedo.
No documento entregue à Justiça, o grupo atribuiu as dificuldades financeiras a uma combinação de fatores, como os efeitos da pandemia, o aumento dos juros, a queda nas vendas do varejo e a frustração de uma renegociação de dívidas bancárias feita em 2023.O pedido foi protocolado como parte de uma reestruturação financeira da varejista. Do total de créditos incluídos no plano de renegociação, credores que representam R$ 308,8 milhões já haviam aderido ao acordo, o equivalente a 42,38% do valor abrangido.
A recuperação extrajudicial permite negociar um plano de reestruturação diretamente com parte dos credores. Diferentemente da recuperação judicial, o mecanismo não envolve necessariamente todos os credores da companhia.
Troca de chefia
A tentativa de negociação diretamente com os credores aparece apenas 48 dias depois de uma troca de cadeiras no cargo de CEO da empresa.
No início de setembro, o grupo que pertencia à gestora SPX foi vendido para a holding BluSun Capital, e quem assume o comando da varejista desde então é Héctor Núñez, que já havia sido CEO da companhia entre os anos de 2012 e 2020.
Núñez substituiu Thiago Rebello, que estava na Ri Happy havia quase quatro anos e assumiu a presidência em 2024.
As lojas físicas e canais digitais continuam funcionando normalmente, de acordo com o documento protocolado. A companhia também mantém os preparativos para a Black Friday e o Natal, dois dos períodos mais importantes para o varejo de brinquedos.
O iG tentou contato com a assessoria de imprensa do grupo e solicitou um posicionamento sobre o pedido de recuperação extrajudicial. Até o momento, não obteve resposta; o espaço segue aberto.