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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano.

Segundo o órgão, a decisão foi justificada pelo momento de desaceleração gradual da economia brasileira, mercado de trabalho aquecido, inflação ainda acima da meta de 3% e incertezas no cenário internacional.

Os dados mais recentes mostram uma redução no ritmo de crescimento dos preços. Tanto a inflação geral quanto outros indicadores que atuam sobre os preços desaceleraram. Mesmo assim, a inflação continua acima da meta estabelecida para o país.

De acordo com a pesquisa Focus, as projeções para a inflação são de 4,9% em 2026 e 4,3% em 2027. Para os primeiros três meses de 2028, data limite usada pelo Copom para avaliar os efeitos da política de juros, a previsão é de inflação de 3,2%.

Economia perde ritmo

Os dados do comitê mostram que a economia brasileira está crescendo em um ritmo mais lento e acompanham uma trajetória de desaceleração da economia ao longo de 2026. 

Essa desaceleração aparece principalmente nos setores que costumam sentir mais rapidamente os efeitos das mudanças nos juros. Mesmo com a perda de ritmo, o mercado de trabalho continua aquecido.

Entre os fatores citados pelo Copom para a cautela estão as dúvidas sobre os conflitos armados no Oriente Médio e sobre os próximos passos dos juros em algumas das principais economias do mundo.

Essas incertezas podem provocar mudanças maiores nos preços de investimentos e de produtos negociados no mercado internacional, como o petróleo.

Para fazer as projeções, o Copom considera a taxa de câmbio em R$ 5,15 por cada dolar.


O que é a Selic

Selic é a taxa básica de juros da economia. Ela serve de referência para empréstimos, financiamentos e outras formas de crédito.

Na prática, ela é a média dos juros cobrados em negociações de títulos públicos feitas entre bancos e outras instituições financeiras.

O Banco Central usa a Selic para tentar controlar a inflação. Quando os juros sobem, pegar dinheiro emprestado fica mais caro, as pessoas tendem a consumir menos e a inflação pode cair. Quando os juros caem, empréstimos e financiamentos ficam mais baratos, o consumo pode aumentar e a economia pode ganhar força.

Mesmo assim, os bancos também levam em conta outros fatores na hora de definir os juros cobrados do consumidor, como risco de calote, custos de operação e lucro.

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