
Nesta quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária ( Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica de juros da economia brasileira.
Mas, afinal, o que é a Selic?
Apesar de a sigla significar Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, a Selic é conhecida como a taxa básica de juros da economia brasileira.
Na prática, ela funciona como uma referência para os juros cobrados no país. Ela também influencia o consumo das famílias, os investimentos das empresas, a geração de empregos, o rendimento de algumas aplicações financeiras e ajuda no controle da inflação.
Por que ela existe?
A principal função da Selic é ajudar o BC a controlar a inflação, ou seja, ela evita que os preços subam de maneira acelerada.

Taxa Selic
Funciona como um regulador da economia. Quando a inflação está alta, o Banco Central costuma aumentar a taxa para reduzir a circulação de dinheiro no país. Já quando os preços estão mais controlados, a Selic pode cair para estimular o consumo, os investimentos e o crescimento da economia.
Quem decide a taxa?
Ela é definida pelo Copom, órgão do BC que se reúne regularmente para analisar o cenário econômico e decidir se a taxa deve subir, cair ou permanecer no mesmo nível.
Essa decisão leva em conta fatores como inflação, atividade econômica e expectativas para os próximos meses.
Como afeta os juros?
Quando a Selic sobe, os juros cobrados pelos bancos também costumam aumentar. Os empréstimos, financiamentos de imóveis e veículos, cartão de crédito e outras linhas de crédito ficam mais caros. Com isso, muitas pessoas acabam adiando compras e evitam fazer novas dívidas.
Já quando a Selic cai, a tendência é que o crédito fique mais barato, facilitando o acesso a financiamentos e empréstimos.
Como impacto no emprego?
Com juros mais altos, fica mais caro conseguir empréstimos para ampliar a produção, comprar equipamentos ou abrir novas unidades. Em muitos casos, isso faz com que empresas reduzam investimentos e adiem contratações.
Quando a taxa cai, acontece o contrário. O crédito tende a ficar mais acessível, favorecendo investimentos, expansão dos negócios e, consequentemente, a criação de novas vagas de trabalho.
E os investimentos?
Quando a Selic está alta, aplicações de renda fixa, como o Tesouro Selic e investimentos atrelados ao CDI, costumam oferecer rendimentos maiores.
Já quando a taxa diminui, esses investimentos tendem a render menos. Em compensação, aplicações de maior risco, como ações e fundos imobiliários, podem se tornar mais atrativas para parte dos investidores.
Onde a Selic aparece no dia a dia?

Mesmo quem nunca contratou um financiamento ou fez um investimento acaba sendo impactado pela taxa básica de juros.
Ela aparece em:
- os juros de empréstimos e financiamentos;
- o cartão de crédito e o cheque especial;
- o rendimento de aplicações financeiras;
- os investimentos das empresas;
- o consumo das famílias;
- a geração de empregos;
- o controle da inflação.
Por isso, sempre que o Banco Central anuncia uma mudança na Selic, os efeitos podem ser sentidos por toda a economia. Seja na hora de comprar, investir, contratar crédito ou até buscar uma oportunidade de trabalho, a taxa básica de juros acaba refletindo, de alguma forma, no dia a dia dos brasileiros.
*Estagiária sob supervisão