O calendário de pagamentos do Bolsa Família de junho de 2026 já foi divulgado pelo governo federal . Os depósitos começam nesta quarta-feira (17) e seguem até o dia 30, de acordo com o número final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários.
O governo federal realiza o pagamento no primeiro dia do cronograma para beneficiários que vivem em municípios em situação de emergência ou calamidade pública.
Confira o calendário
NIS final 1: 17 de junho
NIS final 2: 18 de junho
NIS final 3: 19 de junho
NIS final 4: 22 de junho
NIS final 5: 23 de junho
NIS final 6: 24 de junho
NIS final 7: 25 de junho
NIS final 8: 26 de junho
NIS final 9: 29 de junho
NIS final 0: 30 de junho
Atualmente, o programa atende cerca de 19,08 milhões de famílias em todo o Brasil. Criado para auxiliar pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza, o Bolsa Família garante uma renda mínima e contribui para o acesso a necessidades básicas.
Em maio, os repasses do programa somaram R$ 12,9 bilhões, com benefício médio de R$ 678,01 por família.
Quem pode receber o Bolsa Família?
O programa é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único ( CadÚnico ) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
Mesmo quem possui emprego formal, atua como Microempreendedor Individual ( MEI ) ou conta com outra fonte de renda pode receber o benefício, desde que esteja dentro do limite estabelecido pelo governo federal.
Para participar, é necessário realizar o cadastro nos postos de assistência social do município, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). O responsável familiar deve apresentar CPF ou título de eleitor.
Após a inscrição, os dados passam por análise do governo federal. Caso a família seja aprovada, a Caixa Econômica Federal envia o cartão do programa para o endereço informado no cadastro.
Valores pagos pelo programa
O Bolsa Família garante um valor mínimo de R$ 600 por família . Além disso, existem benefícios adicionais conforme a composição familiar.
O Benefício de Renda de Cidadania paga R$ 142 por integrante da família, enquanto o Benefício Complementar assegura que nenhum domicílio receba menos de R$ 600.
Também são pagos valores extras de:
- R$ 150 por criança de até 6 anos incompletos;
- R$ 50 para gestantes;
- R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;
- R$ 50 para bebês de até 7 meses.
O programa também conta com a chamada Regra de Proteção . Ela permite que famílias que tiveram aumento de renda continuem recebendo parte do benefício por até dois anos.
Nesses casos, se a renda chegar a até meio salário mínimo por pessoa, a família pode receber 50% do valor do Bolsa Família durante esse período.
Regras para manter o pagamento
Para continuar recebendo o benefício, as famílias precisam cumprir exigências nas áreas de saúde e educação.
Entre as regras estão:
- Crianças de 4 e 5 anos devem ter frequência escolar mínima de 60%;
- Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos precisam atingir frequência mínima de 75%;
- Gestantes devem realizar acompanhamento pré-natal;
- Crianças menores de 7 anos precisam estar com a vacinação em dia e passar por acompanhamento nutricional.
O descumprimento dessas exigências pode resultar no bloqueio ou cancelamento do benefício.
Com o calendário já definido, os beneficiários devem ficar atentos às datas de pagamento e manter os dados atualizados no CadÚnico para evitar problemas no recebimento.
O Bolsa Família segue como uma das principais políticas de transferência de renda do país, atendendo milhões de famílias em situação de vulnerabilidade social.
*Estagiária sob supervisão