Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Washington Costa/MF
Ministro da Fazenda, Dario Durigan


O governo federal anunciou que o orçamento de 2026 vai ter um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões de gastos não obrigatórios. O anúncio foi feito pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento nesta sexta-feira (22).

O valor foi divulgado na apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas do segundo bimestre de 2026. O documento é enviado ao Congresso a cada dois meses para orientar a execução do Orçamento.

Ele foi apresentado com a presença dos ministros Bruno Moretti e  Dário Durigan.

Com o novo bloqueio, os recursos bloqueados pelo governo chegam a R$ 23,7 bilhões em 2026.

O bloqueio tem como objetivo cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê um crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano.

De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, a ação foi necessária porque o governo vai ter que abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

As principais despesas que aumentaram em relação ao bimestre anterior são:

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC): +R$ 14,1 bilhões;
  • Benefícios previdenciárias: +R$ 11,5 bilhões;
  • Demais despesas: +300 milhões.

Em contrapartida, o relatório mostrou que reduziu a previsão dos gastos com o funcionalismo público:

  • Despesas com pessoal e encargos sociais: –R$ 3,8 bilhões.

Ainda segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário de 2026 aumentou de R$ 3,5 bilhões para R$ 4,1 bilhões.

O resultado foi possível por causa do bloqueio dos R$ 22,1 bilhões do Orçamento e da dedução de R$ 1 bilhão com gastos com saúde, educação e defesa da meta de resultado primário.


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