
A reta final para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já começou. Os contribuintes têm até o dia 29 de maio para enviar os dados referentes ao ano-base de 2025. A mesma data também marca o início do pagamento das restituições.
O prazo de envio teve início em 23 de março e segue até o fim deste mês. Apenas os contribuintes que entregarem a declaração dentro do período estabelecido poderão receber a restituição nos lotes programados pela Receita Federal.
A expectativa do Fisco é beneficiar cerca de 23 milhões de brasileiros que pagaram tributos acima do valor devido em 2025. Os pagamentos serão divididos em quatro lotes, distribuídos ao longo de quatro meses. O calendário definido pela Receita é o seguinte:
- Primeiro lote: 29 de maio;
- Segundo lote: 30 de junho;
- Terceiro lote: 31 de julho;
- Quarto e último lote: 28 de agosto.
Segundo a Receita Federal , os dois primeiros lotes devem contemplar aproximadamente 80% dos contribuintes com direito à restituição.
A estimativa é de que cerca de 44 milhões de brasileiros entreguem a declaração neste ano. Até o momento, aproximadamente 22 milhões de contribuintes já prestaram contas ao Fisco. Desse total, quase 67,5% têm direito à devolução do imposto.
Consulta será liberada antes dos pagamentos
A Receita Federal costuma disponibilizar a consulta da restituição cerca de uma semana antes dos depósitos. A previsão é que os contribuintes consigam verificar se estão incluídos no primeiro lote a partir do dia 22 de maio.
Para consultar a restituição, será necessário:
- Acessar o portal da Receita Federal;
- Informar CPF, data de nascimento e o ano da declaração;
- Verificar o status do processamento e o lote de pagamento.
O órgão disponibiliza diferentes formas para o envio da declaração. Entre as opções estão:
- Programa Imposto de Renda para Windows, Linux e Mac;
- Portal e-CAC, por meio da plataforma “Meu Imposto de Renda”.
Em ambas as modalidades, é necessário acessar uma conta Gov.br. Após o login, o contribuinte pode optar pela declaração pré-preenchida, nova, simplificada ou completa. Também é preciso informar dados pessoais, rendimentos, pagamentos, patrimônio e possíveis doações.
Após preencher os dados, a recomendação é revisar atentamente todas as informações antes do envio. O contribuinte também deve escolher entre o desconto simplificado ou legal e informar uma conta bancária ou chave Pix para receber a restituição.
A Receita alerta que campos deixados em branco não impedem o envio da declaração, mas podem influenciar na análise e aumentar o risco de retenção.
Declaração pode ser corrigida sem limite de vezes
É permitido que a declaração do Imposto de Renda 2026 seja retificada quantas vezes forem necessárias. O procedimento é realizado pelo portal e-CAC.
Para corrigir as informações, o contribuinte deve acessar a plataforma com CPF e senha Gov.br, entrar na opção “Meu Imposto de Renda” e selecionar a declaração que deseja alterar. Em seguida, basta clicar em “Retificar Declaração” para realizar os ajustes necessários.
Após a correção, o documento deve ser reenviado à Receita Federal. Não há limite para o número de retificações.
Quem recebe primeiro?
A ordem de pagamento da restituição segue critérios legais de prioridade. Têm preferência:
- Pessoas com 80 anos ou mais;
- Contribuintes com 60 anos ou mais;
- Pessoas com deficiência ou doenças graves;
- Professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Neste ano, também passaram a ter prioridade os contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix.
Após os grupos prioritários, os pagamentos seguem a ordem de envio da declaração. Ou seja, quem entregar antes terá mais chances de receber nos primeiros lotes.
Quem cai na malha fina recebe?
Contribuintes que caem na malha fina também têm direito à restituição. No entanto, o pagamento fica retido até que as pendências sejam resolvidas junto à Receita Federal.
A recomendação é revisar cuidadosamente os dados antes do envio e acompanhar o processamento da declaração para evitar atrasos. Apesar da praticidade dos sistemas digitais, erros no preenchimento ainda estão entre os principais motivos de retenção.
Outro ponto de atenção é o aumento do cruzamento de dados realizado pela Receita Federal, o que ampliou a identificação de inconsistências nas declarações.
Em caso de dúvidas, a orientação é buscar auxílio de um profissional contábil.
*Estagiária sob supervisão