
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), que a bandeira tarifária no mês de maio vai mudar. Com a adoção da bandeira amarela, a conta de energia elétrica vai ficar mais cara no próximo mês.
Segundo a Aneel, a tarifa vai ter um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
A justificativa é a redução do volume de chuvas, além do momento de transição entre o período chuvoso e o seco, que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.
Entre janeiro e abril deste ano, a bandeira de tarifa permaneceu verd e , por conta das condições favoráveis de geração de energia. Até então, neste ano, não houve incidência de custo extra na conta de luz.
Sistema de bandeiras
O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado pela ANEE L em 2015. Segundo a agência, é uma ferramenta de transparência, que permite que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no Brasil.
Com a mudança para a bandeira amarela, a Agência reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consum o para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.
Reajuste de tarifa
A Aneel aprovou também nesta última quarta-feira (22) os reajustes nas tarifas de energia de oito distribuidoras de todo Brasi l. Ao todo, quase 22 milhões de clientes devem ser impactados pelo aumento.
As distribuidoras de energia autorizadas a fazerem o reajuste são: CPFL Paulista, CPFL Santa Cruz, Energisa Mato Grosso do Sul, Energisa Mato Grosso, Enel Ceará, Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Energisa Sergipe.
A Agência informou que os reajustes foram feitos devido à recomposição dos custos de componentes financeiros, como pagamentos setoriais e aquisição de energia.
Segundo a Aneel, os dois modelos de processos tarifários mais comuns previstos nos contratos de concessão são Revisão Tarifária Periódica (RTP) e Reajuste Tarifário Anual (RTA).
Ainda segundo a Agência, em ambos são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos.