
O Mercado Livre iniciou em São Paulo um projeto piloto para venda de medicamentos pela plataforma. A operação, anunciada na última terça-feira (31), começa de forma limitada em bairros da capital paulista, como Vila Mariana, Paraíso e Itaim, com previsão de entrega em até três horas.
Neste primeiro momento, o serviço contempla apenas medicamentos que não exigem receita médica. Entre os itens disponíveis estão analgésicos, antitérmicos, antiácidos, produtos digestivos e vitaminas. A proposta é testar a aceitação do público antes de ampliar o catálogo e a área de cobertura.
Segundo a empresa, a operação ainda está restrita a parte da região metropolitana e deve ser expandida gradualmente. Tulio Landin, diretor de marketplace da companhia, afirma que a iniciativa começa em escala reduzida justamente para avaliar a viabilidade do serviço.
“Iniciamos a oferta em São Paulo enquanto analisamos a possibilidade de expansão para um modelo que conecte consumidores de todo o país a farmácias dentro do Mercado Livre”.
A entrada da empresa nesse segmento ocorreu após comprar a Farmácia Cuidar, realizada no ano passado. O movimento faz parte de uma estratégia maior de diversificação, que busca ampliar a presença da companhia em categorias essenciais do dia a dia.
De acordo com Landin, o mercado ainda apresenta limitações tanto no ambiente físico quanto no digital.
“O consumidor muitas vezes enfrenta falta de produtos, dificuldade para comparar preços e até distância dos estabelecimentos. Na plataforma, ele passa a ter acesso a um catálogo mais amplo, com preços transparentes e avaliações de outros usuários, o que estimula a concorrência e pode reduzir custos”.
A venda de medicamentos já é uma realidade para o Mercado Livre em outros países da América Latina, como México, Colômbia, Argentina e Chile. Agora, o teste no Brasil deve indicar se há espaço para replicar o modelo.
Se o piloto tiver boa adesão, a tendência é que o serviço avance para novas regiões e inclua mais categorias.
*Estagiária sob supervisão