Donald Trump, presidente dos EUA
Reprodução/ Wikimedia Commons
Donald Trump, presidente dos EUA

O preço do petróleo voltou a subir com força, impulsionado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O barril chegou a R$ 547,78, nesta quarta-feira (1º), acompanhando a alta de cerca de 4% no mercado internacional, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.


Durante discurso, Trump afirmou que a elevação dos preços ocorrerá no curto prazo, mas indicou que o cenário pode se intensificar. Segundo ele,  novos ataques devem ocorrer nas próximas duas a três semanas.

“Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra”, disse.

A reação foi imediata nos mercados. O petróleo do tipo Brent crude oil, referência global, subiu 4,5%, sendo negociado a cerca de R$ 554,90 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, avançou 3,6%, para aproximadamente R$ 544,30.

Trump também comentou sobre a dependência energética dos Estados Unidos e a situação no Oriente Médio, citando o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

“Agora somos totalmente independentes do Oriente Médio, e ainda assim estamos lá para ajudar. Não precisamos do petróleo deles”,  afirma.

O bloqueio do estreito, atribuído ao Irã, tem elevado a preocupação com a oferta global da commodity. Desde o início do conflito, o preço do petróleo já acumula alta superior a 52%, refletindo a sensibilidade do mercado a crises.

Reação imediata do mercado

A movimentação dos preços ao longo da noite evidenciou o impacto direto das declarações, eis a linha do tempo:

  • 21h30 – R$ 522,50
  • 21h45 – R$ 522,20
  • 22h (início do discurso) – R$ 535,90
  • 22h15 – R$ 551,60
  • 22h30 – R$ 552,50
  • 22h45 – R$ 556,20
  • 23h – R$ 558,20
  • 23h15 – R$ 557,10
  • 23h30 – R$ 554,60

Apesar do tom duro, Trump não detalhou uma ação militar imediata para desbloquear o Estreito de Ormuz, o que mantém o mercado em estado de atenção.

Petróleo vira termômetro da guerra

A escalada nos preços reforça o papel do petróleo como um dos principais termômetros das tensões internacionais. Qualquer risco à oferta, especialmente em regiões produtoras estratégicas, tende a provocar volatilidade imediata.

Com o cenário ainda indefinido e a possibilidade de novos conflitos nas próximas semanas, o mercado deve seguir pressionado, com reflexos diretos sobre combustíveis e inflação ao redor do mundo.

Na véspera, o barril do petróleo havia registrado queda, recuando mais de 14%, diante da expectativa de que Donald Trump pudesse anunciar um  cessar-fogo em seu pronunciamento. O movimento levou o Brent a sair de cerca de R$ 621 para aproximadamente R$ 531, refletindo o alívio momentâneo dos investidores com uma possível redução das tensões.

*Estagiária sob supervisão

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes