A fila de pedidos de benefícios do I nstituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu neste mês de março e ficou abaixo de 3 milhões de requerimentos em análise. O recuo é registrado depois de 8 meses consecutivos de alta.
O estoque estava em 3,126 milhões em fevereiro e baixou para 2,985 milhões neste mês, uma redução de 141 mil processos, segundo números divulgados pela Folha de S.Paulo.
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De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, a queda se deu mesmo com instabilidades nos sistemas e foi impulsionada por um recorde de análises concluídas em um único mês.
Waller afirmou ainda que a meta do governo é reduzir a fila para cerca de 1,3 milhão de pedidos até o fim de 2026. Nessa marca, o estoque ficaria próximo ao volume mensal de novas solicitações.
O presidente do INSS aponta que o ideal é que o órgão processe, a cada mês, todos os cerca de 1,3 milhão de pedidos que entram no sistema.
Segundo ele, a redução da fila como “prioridade número 1”.
“O objetivo é cumprir o prazo legal de 45 dias para análise dos pedidos”, afirmou, acrescentando que pretende propor ao governo a prorrogação, até dezembro, do pagamento de bônus extraordinários a servidores que atuam na análise de processos.
A medida integra um conjunto de ações para acelerar a fila, como mutirões, grupos especializados e a criação de uma fila nacional para redistribuir a demanda entre regiões.
A aceleração das análises pode elevar os gastos no curto prazo, mas, segundo o instituto, evita custos maiores no futuro com o pagamento de valores retroativos corrigidos.
A fila do INSS tem pressionado o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dados citados pela reportagem indicam que o INSS concluiu mais processos do que recebeu em período recente, com índice de absorção de demanda superior a 100% e o maior volume de análises finalizadas em 18 meses.