Número de pessoas empregadas cresceu, segundo IBGE
Tomaz Silva/Agência Brasil
Número de pessoas empregadas cresceu, segundo IBGE

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,6%, o menor índice da série histórica iniciada em 2012. A  queda foi registrada nas duas comparações feiras pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua : -1,0 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (6,6%) e -1,2 p.p. quando comparado ao mesmo período em 2024 (6,9%).

Os dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ) indicam que o percentual de pessoas em busca de trabalho no país está no nível mais baixo desde o início da medição, indicando melhora no mercado de trabalho.

Número de desempregados reduz

Fila de desempregados em agência no RS
Reprodução / CUT
Fila de desempregados em agência no RS


O número de pessoas desempregadas caiu para 6,1 milhões, uma redução de 1 milhão no trimestre e de 1,2 milhão em relação ao ano passado.

Já a população ocupada chegou a 102,4 milhões, o maior número da série histórica. Houve aumento de 1,2 milhão de trabalhadores no trimestre e de 2,4 milhões em um ano.

O nível de ocupação  (proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade de trabalhar) manteve-se em patamar recorde de 58,8% . O índice avançou 0,6 p.p. em comparação ao trimestre anterior (58,2%) e 0,9 p.p. em relação  ao mesmo período do ano passado (57,9%).

De acordo com o IBGE, a queda na taxa de desemprego foi impulsionada principalmente pelo aumento de trabalhadores com carteira assinada. Entre os setores que mais contrataram estão: agropecuária e atividades relacionadas (+206 mil pessoas), serviços de informação, comunicação, finanças e administração (+260 mil) e administração pública, saúde, educação e serviços sociais (+522 mil).

Subutilização também apresenta redução

A taxa composta de subutilização, que mede a proporção de pessoas que poderiam trabalhar mais ou que gostariam de trabalhar mas não conseguem, caiu para 14,1% . O índice recuou 1,3 p.p. em relação ao trimestre anterior , quando registrou 15,4%. Em relação ao mesmo período de 2024, o recuou foi de 2,1 pontos (16,2%).

A população subutilizada, que inclui trabalhadores com jornada insuficiente e pessoas disponíveis para trabalhar mas fora do mercado, caiu para 16,1 milhões, com redução de 1,6 milhão no trimestre (-8,8%) e 2,3 milhões no ano (-12,4%).

Já a população considerada subocupada por insuficiência de horas, formada por trabalhadores que desejam trabalhar mais horas, permaneceu estável no trimestre (4,6 milhões) e caiu 7,1% no ano (menos 349 mil pessoas).

A população fora da força de trabalho, que inclui pessoas que não procuram emprego por opção ou impedimento, permaneceu estável em 65,6 milhões.

Os desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar trabalho por acreditarem que não há oportunidades, caiu para 2,7 milhões, com redução de 11% no trimestre (menos 332 mil) e 15% no ano (menos 475 mil). O percentual da população desalentada em relação à população em idade de trabalhar caiu 0,3 ponto no trimestre e 0,4 ponto no ano, chegando a 2,4%.

Carteira assinada bate recorde

Carteira de trabalho digital
Agência Brasil
Carteira de trabalho digital


O número de empregados no setor privado atingiu 52,6 milhões, recorde da série histórica, permanecendo estável no trimestre e crescendo 2,2% no ano (mais 1,2 milhão de pessoas).

Dentro desse grupo, os empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) também bateram recorde, com 39,1 milhões, estáveis no trimestre e aumentando 3,5% no ano (mais 1,3 milhão). Já os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,5 milhões, mantendo-se estáveis nas duas comparações.


O setor público registrou 12,9 milhões de trabalhadores, novo recorde, com crescimento de 3,4% no trimestre (mais 422 mil pessoas) e 3,5% no ano (mais 434 mil).

O número de trabalhadores por conta própria chegou a 25,9 milhões, com alta de 1,9% no trimestre (mais 492 mil) e 4,2% no ano (mais 1 milhão).

A taxa de informalidade permaneceu próxima de 38%, atingindo 37,8% da população ocupada, ante 38,0% no trimestre anterior (38,5 milhões) e 38,7% no mesmo período de 2024 (38,7 milhões).

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