O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 0,4% no segundo trimestre em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (02). O valor representa desaceleração, frente ao crescimento no primeiro trimestre, quando registrou aumento de 1,4%.
O aumento foi puxado pelo setor de Serviços (0,6%), responsável pelas atividades econômicas que nçao produzem bens materiais, como comércio e transportes. A Indústria apresentou o segundo maior crescimento, com avanço de 0,5%.
O valor total do PIB totalizou R$ 3,2 trilhões, o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. Do total, R$ 2,7 trilhões são referentes ao Valor Adicionado a preços básicos, e R$ 431,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
Quando comparado ao mesmo recorte do ano passado, o PIB cresceu 2,2% neste trimestre, com o principal destaque para a Agropecuária (10,1%).
Principais crescimentos
No setor de Indústrias, o aumento e 0,5% total foi puxado principalmente pelas Indústrias Extrativas, que avançaram 5,4%. Já outros segmentos registraram retração: eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos (-2,7%), indústrias de transformação (-0,5%) e construção (-0,2%).
No setor de serviços, o crescimento veio de atividades financeiras e de seguros (2,1%), informação e comunicação (1,2%), transporte, armazenagem e correio (1,0%), além de outras atividades de serviços (0,7%) e imobiliárias (0,3%). O comércio ficou estável (0,0%), enquanto administração pública, saúde, educação e seguridade social caíram 0,4%.
Entre os componentes da demanda, o consumo das famílias aumentou 0,5%, mas houve queda no consumo do governo (-0,6%) e na formação bruta de capital fixo (-2,2%). No setor externo, as exportações cresceram 0,7%, enquanto as importações recuaram 2,9% frente ao trimestre anterior.
Desaceleração esperada
Segundo a coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a perda de ritmo de crescimento era esperada por causa da política monetária restritiva, gerada pelos juros altos.
“As atividades indústrias de transformação e construção, que dependem de crédito, são mais afetadas nesse cenário” , avalia ela. A representante do IBGE também acrescentou que os efeitos negativos na construção e na produção de bens de capital, como máquinas e equipamentos, ajudam a explicar a queda nos investimentos.
Segundo a pesquisadora, o setor de serviços é menos impactado por essa política restritiva.
“Foi uma alta disseminada pelo setor e puxada pelas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; informação e comunicação, impulsionado pelo desenvolvimento de software, e transporte, armazenagem e correio, puxado por transporte de passageiros” , descreve.