Receita receberá declarações até às 23h59 desta terça-feira
Reprodução: ACidade ON
Receita receberá declarações até às 23h59 desta terça-feira

Nesta terça-feira (31), último dia para entrega do Imposto de Renda, a Receita Federal faz o crédito do primeiro lote da restituição. Serão R$ 6,3 bilhões pagos a contribuintes que têm prioridade legal — idosos; pessoas com deficiência física ou mental; portadores de moléstia grave; e professores.

A primeira recomendação dos especialistas é usar o dinheiro para pagar eventuais dívidas. Quem não tiver contas pendentes ou se sobrar algum dinheiro depois de quitar as dívidas a recomendação é investir.

Economistas afirmam que, diante do cenário de inflação alta e taxa Selic em dois dígitos, a renda fixa ganha destaque com boas opções.

Pagamento de dívidas

Cerca de 62 milhões de brasileiros estão com contas atrasadas, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

A restituição pode ser uma excelente oportunidade para quitar dívidas, ressaltam especialistas. Com o dinheiro em mãos, aliás, pode ser mais fácil negociar.

Os analistas orientam ainda que não se faça despesas contando com a restituição.

Gasto estratégico

Um bom uso para a restituição pode ser a compra de produtos ou pagamento por serviços necessários para família que estavam sendo adiados devido ao orçamento apertado. Como a compra da geladeira que está prestes a queimar, pagamento de cursos de capacitação ou investimento na educação dos filhos.

O único cuidado é não cair na tentação da compra de produtos e serviços desnecessários.

Investimento em tempo de inflação alta

Para quem não tem dívidas ou vai ter uma sobra após pagá-las. O diretor do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGVcef), William Eid, sugere alocar os recursos recebidos no Tesouro Direto IPCA+. A aplicação oferece uma taxa fixa, além de repor a inflação.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

"Neste momento de incerteza brutal no mundo, por conta da guerra, e no Brasil devido às eleições e a problemas econômicos, o caminho natural para 95% dos investidores com poucos recursos é proteger seus investimentos em títulos atrelados à inflação", diz.

Victor Arcuri, assessor na 3A Investimentos, acrescenta que títulos pré-fixados podem ser uma alternativa interessante. É preciso ficar atento, apenas, ao prazo de vencimentos das aplicações.

Ele também recomenda títulos de emissão bancária, como certificado de depósito bancário (CDB), letra de crédito imobiliário (LCI) ou de agronegócio (LCA).

"Com a taxa de juros Selic saltando para 12,75% a.a., após período na mínima histórica de 2% a.a. , os títulos de Renda Fixa voltaram a ter a atratividade de outrora, principalmente para os investidores que buscam uma melhor relação de risco e retorno para as suas carteiras" comenta Arcur.

"O importante é sempre diversificar e escolher títulos de acordo com seu perfil de investidor", completa.

Eid ainda afirma que o momento é propício para aplicar em ETFs do exterior (Exchange Traded Funds), que são fundos de ações, que copiam o desempenho de algum índice.

"O ideal é diversificar no exterior para aproveitar marés diferentes. As previsões de crescimento para o Brasil estão ruins, mas há setores e economias que vão se desenvolver. A segurança digital, por exemplo, tem potencial".

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários