Adolfo Sachsida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, agora é o ministro de Minas e Energia
Anderson Riedel/Presidência da República
Adolfo Sachsida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, agora é o ministro de Minas e Energia

Ministério de Minas e Energia (MME) formalizou, nesta segunda-feira (30), ao Ministério da Economia, o pedido de inclusão da Petrobras na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Este é o primeiro passo para a privatização da empresa, desejo do presidente Jair Bolsonaro e do minitro Paulo Guedes (Economia).

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A qualificação da Petrobras no PPI tem como objetivo dar início aos estudos para a proposição de ações necessárias à desestatização da Empresa, os quais serão produzidos por um comitê interministerial a ser instituído entre o Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Economia.

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse nas redes sociais que este é "um passo fundamental" para atrair investimentos ao país. 

O MME qualificou a proposta como "oportuna" e justificou por conta da conjuntura energética corrente. "Em face da situação geopolítica mundial, das discussões sobre o ritmo da transição energética e do realinhamento global dos investimentos", diz a nota, que completa: "O processo é fundamental à atração de investimentos para o País e para a criação de um mercado plural, dinâmico e competitivo, o qual promoverá ganhos de eficiência no setor energético e uma vigorosa geração de empregos para os brasileiros."

Em seu primeiro pronunciamento como ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida disse que vai priorizar a privatização da Eletrobras e da Petrobras . Ele também citou como exemplos de projetos de seu interesse que estão em tramitação no Congresso os que tratam da modernização do setor elétrico e o da mudança do regime de partilha para concessão no pré-sal.

Ele prometeu, como primeiro ato, acelerar o processo de privatização da Petrobras e incluir no Plano Nacional de Desestização a PPSA, responsável pelo Pré-sal.

Ele substituiu o almirante Bento Albuquerque, que estava no comando do ministério desde o começo do governo. Sua saída foi atribuída a um pedido pessoal, mas a pressão causada pelos reajustes dos valores dos combustíveis e a insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com a política de preços da Petrobras também pesaram para a saída.

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