Diretor do BC vê Real valorizado e prevê queda da inflação
Flickr/Banco Central
Diretor do BC vê Real valorizado e prevê queda da inflação

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou que a guerra entre Rússia e Ucrânia ofuscou a valorização do Real e lembrou do destaque positivo da moeda entre os países emergentes. Segundo Serra, a moeda apresentou bons índices desde a virada do ano e ressaltou da possibilidade de redução da inflação nos próximos meses.

Durante a participação de um debate promovido por uma corretora de investimentos, o diretor do BC afirmou esperar os efeitos na economia do país em até quatro meses.

"Daqui uns três ou quatro meses, assim espero, a gente vai olhar para o Brasil revertendo o choque do câmbio, o câmbio passando a performar mais. Essa valorização é recente e vai começar a bater [na inflação] nos próximos meses", disse.

Atualmente, entretanto, a situação econômica do país não está conforme o esperado pelo governo federal. A inflação dos últimos 12 meses atingiu 12,13%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Já a taxa básica de juros está em 12,75%, maior porcentagem registrada em cinco anos.

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Serra lembrou das análises feitas pelo BC para controlar os índices inflacionários. Segundo o diretor, o foco do Comitê de Políticas Monetárias (Copom) está no controle da inflação de 2023.

"De agora até a próxima reunião [em junho], a gente está 100% focado na inflação de 2023. Qualquer choque ou flutuação de preço de petróleo agora vai bater nas nossas projeções até o fim do ano, os efeitos secundários vão bater em 2023", afirmou.

Ao citar o petróleo como exemplo, Bruno Serra justificou os reajustes pelos efeitos secundários na economia mundial. Serra disse ainda que o preço dos combustíveis estão "ajustados", enquanto outros países da América Latina terão que fazer novas alterações e ressaltou a desaceleração da inflação do país em comparação com países desenvolvidos.

"O problema é que os choques são tão grandes que os efeitos secundários já são relevantes. A gente tem de conviver com isso, é desafiador, mas temos que lidar", concluiu.

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