Adolfo Sachsida
Anderson Riedel/Presidência da República
Adolfo Sachsida

O presidente Jair Bolsonaro publicou na edição desta quarta-feira (11) do "Diário Oficial da União (DOU)" a exoneração de Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia, para o seu lugar, escalou o ex-assessor especial do Ministro da Economia, Adolfo Sachsida. 

A mudança ocorre dias após críticas feitas pelo presidente à Petrobras, estatal sob o guarda-chuva do MME. A mudança é vista como um fortalecimento do ministro Paulo Guedes, já que Sachsida é um dos mais antigos integrantes da sua pasta. 

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No último dia 5 (quinta-feira), Bolsonaro citou o ministro Bento Albuquerque e o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, ao reclamar de reajuste no preço do Diesel para as refinarias.

"Vocês não podem, ministro Bento Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma constatação levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm. Vocês não podem quebrar o Brasil. É um apelo agora: Petrobras, não quebre o Brasil, não aumente o preço do petróleo. Eu não posso intervir. Vocês têm lucro, têm gordura e têm o papel social da Petrobras definido na Constituição", disse.

O presidente também citou o lucro recorde da estatal, de R$ 44 bilhões, em meio à alta dos combustíveis. 

"O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem aumentar mais os preços dos combustíveis", afirmou Bolsonaro na ocasião.

A partir desta terça-feira (10), o preço médio de venda de diesel da Petrobras para as distribuidoras passou de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro, informou a Petrobras. Esse é o terceiro aumento do ano. Assim, o combustível acumula uma alta no preço de 47%desde janeiro. Preço de gasolina e gás de botijão não terão alteração.

O substituto

Sachsida, que atualmente ocupa a chefia da Assessoria Especial do Ministro da Economia, é desde o início do governo um dos assessores mais próximos de Guedes.

Pesquisador de carreira do Ipea e inicialmente secretário de Política Econômica do Ministério da Ecnomia, Sachsida apoia mudanças na cobrança do ICMS sobre etanol, diesel e gasolina, transformando-o num valor fixo por unidade da federação.

Questionado por jornalistas sobre a expansão do vale-gás em 4 de março, Sachsida disse que algumas medidas podem ter boas intenções, mas gerar resultado negativo.

"Algumas vezes as medidas têm boas intenções, mas terminam com resultado negativo. temos de tomar muito cuidado para que as medidas tomadas não agravarem a situação. por isso a economia se posiciona contra determinadas medidas. pois apesar da intenção ser boa, o resultado pode ser ruim. temos de trabalhar para que o resultado também seja bom", disse ele.

Na mesma ocasião, ele foi perguntado sobre a mudança na política de preço da Petrobras que reajusta os preços de acordo com o mercado internacional.

"Se eu criar medidas que gerem receio sobre a consolidação fiscal, risco país sobe, real se desvaloriza, combustíveis sobem. Começa com uma medida para reduzir o preço do combustível, mas é equivocada. Vai ter o resultado contrário. Entendo a demanda do Congresso e da sociedade, mas cabe a nós mostrar que elas não vão ter o resultado esperado."

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