Hopi Hari diz aguardar recurso com otimismo
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Hopi Hari diz aguardar recurso com otimismo

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou o bloqueio dos pagamentos de dívidas do parque temático Hopi Hari aos credores após a regularização do plano de recuperação. A administração do parque informou que já entrou com recurso no próprio TJ-SP.

Segundo a Justiça, os credores Alpha Consultoria Administrativa Ltda e Banco Bradesco titularizam crédito não preferencial no montante de pouco mais de R$ 528 mil reais. No plano de recuperação, o parque promete pagar mais de R$ 400 milhões em dívidas com credores e despesas trabalhistas.

Em fevereiro, o Hopi Hari obteve a aprovação dos credores para a recuperação da empresa, que se arrasta desde 2016. A maioria das empresas envolvidas no processo entenderam os bons números apresentados pela atual gestão do parque e concordaram com o prazo para o pagamento das despesas.

Em seu plano, o parque temático promete a quitação de dívidas, além de investimentos agressivos de R$ 150 milhões pelos próximos cinco anos. Nos últimos meses, o Hopi Hari apresentou público e ganhos acima do esperado.

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No último ano, mesmo com a pandemia, o parque teve faturamento recorde de R$ 98 milhões, sendo R$ 12 milhões de lucro e R$ 32 milhões de EBITDA — indicador financeiro que mostra a quantidade de recursos de uma empresa em suas atividades principais, sem considerar rendimentos ou isenções fiscais.

Em 2021, o Hopi Hari recebeu cerca de 733 mil visitantes no total, o que representa 4,9 mil pessoas por dia. Os números foram alcançados em apenas oito meses de atuação. Em razão das restrições provocadas pela pandemia de Covid-19, o parque só abriu as portas em 148 dias.

Em nota, o parque temático diz lamentar a decisão monocrática e ressaltou aguardar a revogação da medida com otimismo. "Os gestores do Hopi Hari aguardam com otimismo a revogação da decisão liminar que suspendeu o Plano de Recuperação Judicial pelo órgão Colegiado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, de modo que seja autorizado às Recuperandas a retomada do fluxo de pagamentos, sobretudo em favor dos credores trabalhistas, titulares de créditos alimentares e, por essa razão, privilegiados", informou a administração do parque em nota.

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