Guedes vê Brasil no caminho de crescimento e sugere continuação no governo em caso de reeleição de Bolsonaro
Lorena Amaro
Guedes vê Brasil no caminho de crescimento e sugere continuação no governo em caso de reeleição de Bolsonaro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (24), que a taxa de juro real elevada dos últimos meses ofusca um crescimento econômico que já pode ser considerado sustentado.

Discursando a empresários do setor da construção civil e mencionando um eventual “segundo governo” do presidente Jair Bolsonaro, que de acordo com ele transformaria “o Brasil em uma grande economia de mercado”, Guedes chegou a dizer que o país já vive um “boom” econômico.

"Acho que estamos no início de um longo ciclo de crescimento", afirmou o ministro durante abertura de evento do Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) na capital paulista.

Nas contas dele, se o país crescer 1% neste ano, apesar dos juros, significa que o verdadeiro compasso de crescimento da atividade econômica é de “2,5% a 3%”. Sem a economia estivesse estagnada, Guedes acredita que o aperto monetário provocaria uma retração de 0,5% a 1% no Produto Interno Bruto (PIB).

Ele acenou com mais estímulos à atividade, adiantando que o corte do Imposto sobre Produção Industrial (IPI) será ampliado para 33%, após a redução de 25% anunciada no fim do mês passado. Também enalteceu a elevação da taxa de investimento, que encerrou 2021 em 19% e caminha para alçar o patamar de 20%.

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Ele comparou o volume de investimentos previsto em contratos assinados no Brasil para os próximos dez anos a “dois planos Marshall”, em referência ao plano de financiamento para a reconstrução europeia após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Todo esse compromisso de investimento vem das concessões promovidas pelo Ministério da Infraestrutura.

Guedes chegou a fazer campanha para o colega à frente da pasta, Tarcísio de Freitas.

"São Paulo vai se beneficiar muito se ele for eleito. Não sei se eu poderia ter dito isso", disse.

Freitas aguarda até o fim deste mês, limite estabelecido na legislação eleitoral, para definir a qual partido vai se filiar, e ainda não se desincumbiu das funções no governo.

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