Bolsonaro e o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna
Reprodução: iG Minas Gerais
Bolsonaro e o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna

O posto do general Joaquim Silva e Luna à frente da Petrobras está sendo disputado pelo ministro da Economia, Paulo guedes, e por integrantes do Centrão. Em meio à alta dos combustíveis, integrantes da ala política defendem a substituição, mas Guedes que colocar alguém "pró-mercado". A informação é da jornalista Andréia Sadi.

Luna, que descarta pedir demissão, vem sofrendo pressão do governo sobre os sucessivos reajustes no preço dos combustíveis. O presidente Jair Bolsonaro já teria até definido a data para tirá-lo do comando da empresa. 

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Neste mês, Bolsonaro indicou Rodolfo Landim (atual presidente do Flamengo) para presidir o Conselho de Administração da estatal. O nome chegou a ser ventilado para a presidência da estatal pelo Centrão, mas agora o grupo busca outro nome.

Enquanto isso, Guedes e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, buscam alguém com perfil liberal. 

O ministro da Economia tenta se eximir de responsabilidade sobre a alta dos combustíveis dizendo que a Petrobras não é da sua seara, por ser uma estatal independente e que responde ao Ministério de Minas e Energia. Mesmo assim, sugeriu o nome de Caio Castelliano , que chefia a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, subordinada à pasta, para o cargo de Joaquim Silva e Luna, presidente da companhia. A informação é do colunista Lauro Jardim.

Há um ano, Bolsonaro trocou o presidente da Petrobras, tirando Roberto Castello Branco, também por irritação pelos aumentos nos preços dos combustíveis. Na época, o litro médio da gasolina era de R$ 4,80, agora cestá na casa dos R$ 7 nos postos. 

Neste mês, a Petrobras anunciou o aumento de 18,8% na gasolina e de 24,9% no diesel nas refinarias, além de 16,1% no gás liquefeito de petróleo (GLP).

Desde outubro de 2016, a Petrobras adota a política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço dos derivados de petróleo ao mercado internacional. Após cinco anos da mudança, o combustível no Brasil concentra a maior alta da história, superando a inflação em mais de 30%.

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Silva e Luna tem dito que "um maluco que assuma aqui não faz o que quer". Isso porque a empresa possui padrões rígidos de governança, mas a modificação no comando é vista como benéfica politicamente por integrantes do Planalto. 

Bolsonaro foi perguntado se poderia trocar Silva e Luna. Respondeu que “qualquer um no governo pode ser trocado”, exceto ele e o vice-presidente, Hamilton Mourão.

"Tem certas coisas que não preciso comentar. Ele (Silva e Luna) vai ligar pra mim e falar: "Está satisfeito com o reajuste?". Não vai ligar. Ele sabe o que eu penso disso e o que qualquer brasileiro pensa disso. Agora, o brasileiro tem que entender que quem decide esse preço não é o presidente da República. É a Petrobras com seus diretores e os seus conselhos", afirmou.

Como alternativa para reduzir os combustíveis, Bolsonaro sancionou a proposta que prevê a incidência única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Além disso, tramitam no Congresso outras propostas para amenizar a inflação provocada pela alta nos derivados de petróleo. 




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