Bolsonaro sofre com popularidade
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Bolsonaro sofre com popularidade

Segundo pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira (21) pela BTG/FSB, o presidente Jair Bolsonaro é o principal responsável pela disparada nos preços dos combustíveis. Para os ouvidos, o culpado pelo reajuste seria o governo, com 29% das acusações dos entrevistados. Seguido pela política de preços da Petrobras (22%), governadores, por causa dos impostos estaduais (21%), aumento do preço do petróleo provocado pela guerra na Ucrânia (18%), todos os anteriores (5%), nenhum 1%, e não souberam ou não quiseram responder (4%).

O Instituto FSB ouviu 2.000 pessoas das 17h do dia 18 às 15h do dia 20, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09630/2022.

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Na última quinta-feira (10), a Petrobras anunciou o aumento de 18,8% na gasolina e de 24,9% no diesel nas refinarias, além de 16,1% no gás liquefeito de petróleo (GLP). Os novos valores começaram a valer a partir de sexta (11).

Desde outubro de 2016, a Petrobras adota a política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço dos derivados de petróleo ao mercado internacional. Após cinco anos da mudança, o combustível no Brasil concentra a maior alta da história, superando a inflação em mais de 30%.

Reformas

A pesquisa também perguntou sobre o apoio à PEC 32, da reforma administrativa e aponta que 55% da população é a favor e 32% contra. 53% acredita que a reforma tenha um impacto mais eficiente no Estado, enquanto 23% acredito no contrário.

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta segunda o atraso das privatizações e das reformas administrativa e tributária , e culpou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante a primeira metade do seu governo, mas reiterou que apesar da troca por Arthur Lira, ambas devem empacar por conta do ano eleitoral. 

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Bolsonaro disse que pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para fazer o "mínimo possível" na reforma tributária, já que nos seus 28 anos de Congresso, o presidente não viu nenhuma proposta avançar nesse sentido. 

"Quando chega na hora do voto, tem os interesses de prefeitos, de governadores, do governo federal e da iniciativa privada, então é difícil ela andar. E quando chega o ano eleitoral fica mais difícil ainda. Acho difícil essa reforma caminhar. A administrativa talvez seja possível", reforçou em entrevista à rádio Jovem Pan de Bauru. 

Eleições

Mesmo com o Auxílio Brasil, boa parte dos eleitores  preferem votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que no atual presidente Jair Bolsonaro (PL). O Auxílio Brasil foi criado justamente em substituição ao Bolsa Família, um dos programas símbolo da era PT à frente do governo federal.

Segundo dados da pesquisa, entre os beneficiários diretos do Auxílio Brasil, 59% disseram que irão votar em Lula, enquanto apenas 17% optaram por Bolsonaro e 22% citaram outros candidatos.


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