Metade das mulheres diz sentir inflação no dia a dia, aponta Febraban
Agência Brasil
Metade das mulheres diz sentir inflação no dia a dia, aponta Febraban

A crise econômica, agravada pelas incertezas diante do conflito entre Rússia e Ucrânia, já chegou aos lares brasileiros. Metade das mulheres do país aponta que a inflação sobre os alimentos tem sido o item que mais impacta sua vida no dia a dia, e 93% atestam que o preço dos produtos em geral aumentou ou aumentou muito em relação ao ano passado. Os dados são de uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Somente em relação aos alimentos, 83% das entrevistadas dizem sentir a alta dos preços no bolso. Esse percentual chega a 86% na faixa de 25 a 44 anos de idade e entre as que ganham até dois salários mínimos. A taxa cai para 76% na faixa de 60 anos ou mais.

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Demais itens quando se pensa em impacto no custo de vida:

  • 35% - preço do combustível;
  • 18% -serviços de saúde ou remédios;
  • 7% - juros do cartão de crédito, financiamento ou empréstimo;
  • 5% - transporte público;
  • 4% - ensino.

Consumo

Caso venham a receber recursos extras, 29% das mulheres brasileiras dizem que comprariam um imóvel. A aplicação na poupança vem em segundo lugar (23%) como destino para o dinheiro, seguida da aplicação em outros investimentos bancários (22%).

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  • Comprar imóvel – 29%;
  • Aplicar na poupança -23%;
  • Aplicar em outros investimentos bancários -22%;
  • Reformar a casa -20%;
  • Fazer cursos e melhorar a educação sua e da família – 12%;
  • Viajar – 9%;
  • Comprar carro - 8%;
  • Fazer ou melhorar o plano de saúde – 8%;
  • Comprar eletrodomésticos ou eletrônicos - 4%;
  • Comprar moto – 3%.

Recuperação econômica

Com relação ao futuro próximo, predomina a percepção de que alguns dos principais aspectos econômicos irão piorar nos próximos seis meses. Ao todo, 44% das brasileiras afirmam que a sua situação financeira e familiar só irá melhorar depois de 2022. Esse percentual cai para 37% entre as que têm ensino superior e para 33% entre as que têm renda acima de 5 salários mínimos. Parcela de 8% não vê perspectivas de melhorias.

No que diz respeito à economia brasileira, as expectativas são ainda mais distantes: 60% desacreditam numa recuperação ainda esse ano. Esse percentual chega a 65% entre as que têm ensino superior, e a 55% entre as que têm até o fundamental. Mais otimistas e mais pessimistas praticamente empatam: 15% consideram que a economia do país vai se recuperar ainda este ano, e 16% não veem quaisquer perspectivas de recuperação.

Além disso, 56% das mulheres apostam que o Brasil só vai voltar a crescer depois de 2022. Para cerca de um quinto, vai voltar a crescer ainda este ano. Apenas 5% avaliam que já voltou a crescer em 2021, e 1% considera que o crescimento do país não foi afetado. Para 8%, o Brasil não vai se recuperar.

Expectativas sobre os aspectos da economia:

  • 74% das brasileiras vislumbram o aumento da taxa de juros este ano;
  • 71% apostam no aumento da inflação e do custo de vida;
  • 44% acreditam em queda no poder de compra;
  • 43% sinalizam que haverá crescimento do desemprego;
  • 25% afirmam que o acesso de pessoas e empresas ao crédito irá diminuir.

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