Lira diz que Petrobras deu
Edu Andrade/Ascom/ME
Lira diz que Petrobras deu "tapa na cara" dos brasileiros

Crítico da política de preço dos combustíveis adotada pela Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quinta-feira (10) que a estatal “deu um tapa na cara” dos brasileiros.

Com o anúncio do reajuste, a partir de sexta-feira o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

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“Me causou espanto a insensibilidade da Petrobras com os brasileiros — os verdadeiros donos da companhia. O aumento de hoje foi um tapa na cara de um país que luta para voltar a crescer. Quem conhece o Brasil, além dos gabinetes e escritórios, sabe o peso de comprar um botijão de gás ou encher o tanque”, escreveu Lira nas redes sociais.

O reajuste foi impactado pela disparada do valor do petróleo no mercado internacional. Com a guerra na Ucrânia, o preço do barril chegou a superar o valor de 130 dólares. Lira, porém, disse que outras nações estão tentando contornar as dificuldades.

“Com o cenário global desafiador, até os governos mais ortodoxos estão avaliando como mitigar os impactos da pressão nos custos em todos os mercados”, escreveu.

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Na tarde desta quinta-feira, o Senado aprovou dois projetos que visam a redução dos preços dos combustíveis para os consumidores. Um deles cria um fundo estabilizador para os preços, além de criar um "auxílio-gasolina" temporário, e outro altera a tributação dos combustíveis.

O segundo projeto, que altera a cobrança do ICMS, deve ser votado ainda esta noite pela Câmara.

A Petrobras anunciou um reajuste no preço dos combustíveis, nesta quinta-feira, depois de membros do Conselho de Administração questionarem a diretoria da estatal por que os valores da gasolina, do diesel e do gás de cozinha seguiam os mesmos de quase dois meses atrás, apesar da crise internacional.

Nesta semana, a política de preços da empresa foi alvejada por vários membros do governo e do Congresso, inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro.

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