Gasolina dispara e chega a R$ 7 na véspera do aumento
Reprodução: ACidade ON
Gasolina dispara e chega a R$ 7 na véspera do aumento

Preocupadas com a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, empresas revendedoras de gasolina e diesel iniciaram uma verdadeira corrida para reforçar estoques. Com isso, as principais distribuidoras de combustíveis do país decidiram analisar todos os pedidos de compra — sobretudo de diesel — temendo um desbastecimento pontual no Brasil.

Na última quarta-feira, o grupo Ipiranga disse que os pedidos para o mesmo são submetidos a uma análise antes da liberação. Segundo fontes, a mesma prática vem ocorrendo na Vibra (ex-BR), a maior empresa do setor e que foi privatizada ano passado após a Petrobras se desfazer de todas as suas ações, e Shell.

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A análise das empresas, segundo fontes do setor, é que, mesmo com o reajuste da Petrobras, o cenário de preocupação continua. Para esses executivos, as empresas revendedoras estão fazendo “ de tudo” para reforçar seus estoques de forma a ter acesso a um combustível mais barato, já que há uma tendência de alta nos preços.

O movimento foi acentuado há dez dias com o início da guerra da Ucrânia, que fez o preço do petróleo passar de US$ 130 no ponto máximo.

Desde o início de janeiro de 2021, o preço da gasolina nas refinarias já subiu 110%, quando passou de R$ 1,83 para R$ 3,86. No caso do diesel, o avanço chega a 123% — a alta foi R$ 2,02 para R$ 4,51 por litro.

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Análise vai continuar

A intenção de fazer a análise dos pedidos é “evitar que falte combustível para o atendimento de setores prioritários”, informou o executivo de uma das empresas. Por isso, as distribuidoras não estão atendendo a pedidos acima da média dos últimos meses.

O executivo de uma empresa do setor lembrou que as distribuidoras passaram a replicar aos revendedores a mesma tática da Petrobras, que não está vendendo combustível acima da média trimestral.

Para essas companhias, a análise prévia dos pedidos vai continuar nas próximas semanas. Segundo a fonte de uma das empresas, “na crise tem que ter cuidado com o abastecimento”. A preocupação é que o boicote ao petróleo e ao gás da Rússia aumente a concorrência pelos derivados, pressionando ainda mais os preços a curto prazo.

Segundo especialistas, a Petrobras responde por 80% do abastecimento. Entre os 20% restantes, metade é feito pelas grandes companhias e a outra, por mais de cem pequenas e médias distribuidoras.

Segundo outro executivo, pequenas distribuidoras podem ter problemas para atender o mercado em razão da oscilação de preços. Segundo as empresas, a Petrobras não chegou a interromper fornecimento de combustível, mas há custos logísticos maiores, já que a estatal oferece o produto em locais distantes para atender às maiores demandas.

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