Ucrânia e Rússia
Luciano Rocha
Ucrânia e Rússia

Enquanto a guerra continua no continente europeu entre Ucrânia e Rússia, os impactos econômicos no Brasil começam a alterar as perspectivas do mercado para 2022. As projeções para a inflação subiram, de acordo com o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (7).

De acordo com o relatório, a inflação deve terminar o ano em 5,65%. Na semana passada, a expectativa era de 5,6%. Essa é a oitava semana seguida em que a projeção do mercado para os preços aumenta.

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Se a expectativa se concretizar, o índice terminará 2022 acima do teto da meta pelo segundo ano consecutivo. A meta é de 3,5% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para cima ou para baixo.

Nos últimos dias, produtos que impactam bastante a inflação, como o petróleo, têm registrado altas históricas nos preços. O barril do Brent chegou a US$ 135 com discussões sobre possível embargo à indústria russa.

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Outro fator que também impacta é o dos alimentos, que pode ter seu suprimeiro de fertilizantes afetado, a Rússia é um grande mercado exportador. Sobre o trigo, que tem os dois países como grandes produtores, também já houve impacto.

No entanto, o mercado não alterou suas projeções para a taxa básica de juros, Selic, principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. A expectativa de 12,25% foi mantida para 2022 e a de 2023 subiu de 8% para 8,25%.

Alta no PIB

Depois da divulgação do resultado do PIB de 2021, o mercado revisou para cima suas projeções para a atividade econômica neste ano. De alta de 0,3% na semana passada, os agentes passaram a esperar crescimento de 0,42%. Para 2023, a expectativa continuou em 1,5%.

Já o câmbio foi revisado para baixo. O mercado espera que termine 2022 em R$ 5,4, abaixo dos R$ 5,5 esperados na semana passada.

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