Economia brasileira cresce 4,6%, mas fica abaixo do nível pré-crise da Dilma
Felipe Moreno
Economia brasileira cresce 4,6%, mas fica abaixo do nível pré-crise da Dilma

Mesmo com o crescimento de 4,6% apresentado pela economia brasileira, no ano passado, o  Brasil continua ocupando uma posição mediana no ranking de crescimento elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating.

Segundo o levantamento, o país está na 21ª posição, atrás de países como Índia e China e Polônia, além de Peru, Colômbia e México, na América Latina. O levantamento considerou 33 países que já apresentaram os resultados de 2021.

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Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o crescimento da economia brasileira foi muito positivo, no ano passado, com a recuperação do setor de serviços impulsionado pelo avanço da vacinação contra a Covid-19 e reabertura da economia.

Mas, ainda assim, o Brasil sempre tem aparecido nas posições intermediárias ou na rabeira do ranking de crescimento nos últimos anos. Ele lembra que a média anual de crescimento do país entre 2012 e 2021 ficou em 0,4%.

No mesmo período, o mundo cresceu em média 3% por ano, as economias emergentes do chamado Brics —grupo que reúne Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul — tiveram expansão de 3,4%, e os países desenvolvidos da Europa e os Estados Unidos cresceram 1,2% na última década.

"Não dá para colocar a culpa no mundo pelo baixo crescimento brasileiro. O mundo, os emergentes e até as economias mais maduras cresceram muito mais que o Brasil entre 2012 e 2021. Nossos problemas internos como baixo investimento e situação fiscal descontrolada pesaram sobre esse desempenho ruim", diz Agostini.

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E para 2022, quando a expectativa é que o Brasil cresça apenas 0,3%, o país deve perder ainda mais posições nesse ranking, prevê o economista.

"Será um ano difícil com inflação e juros altos, as incertezas da guerra na Ucrânia, além de uma eleição presidencial", afirma.

A primeira posição no ranking é ocupada pelo Peru, que teve um crescimento de 13,3% no ano passado, seguido da Turquia, com crescimento de 11% e da Colômbia, com 10,7%. Outro país latino americano que aparece à frente do Brasil é o México, que cresceu 4,8%.

A China ocupa a 5ª posição, com crescimento de 8,1%, enquanto os estados unidos aparecem na 12ª posição, com expansão de 5,7%. Para elaborar o ranking, foram considerados 34 países que já divulgaram seus crescimentos no ano passado.

Ranking do PIB
Veja as economias que mais cresceram em 2021; Brasil ficou na 21ª posição

  • 1) Peru - 13,3%
  • 2) Turquia - 11%
  • 3) Colômbia - 10,7%
  • 4) Índia - 8,2%
  • 5) China e Israel - 8,1%
  • 6) Reino Unido - 7,5%
  • 7) Cingapura - 7,2%
  • 8) França - 7%
  • 9) Bélgica - 6,4%
  • 10) Hong Kong e Itália - 6,4%
  • 21) BRASIL - 4,6%

Fonte: Austin Rating

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