Tereza Cristina, ministra da Agricultura
Reprodução: O Dia
Tereza Cristina, ministra da Agricultura

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que o governo lançará até o fim do mês um programa nacional para produção de fertilizantes. A declaração foi feita nesta quinta-feira (3), na live semanal do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das candidatas a vice de Bolsonaro, Tereza Cristina não deu detalhes sobre o programa, mas afirmou que ele está pronto. Segundo ela, participaram das discussões nove ministérios, além de produtores e empresários no ramo de fertilizantes.

"Esse programa está pronto, não foi por causa dessa crise. Ele envolveu nove ministérios e também envolveu a parte empresarial, esses que produzem, que fazem as misturas dos fertilizantes", afirmou a ministra.

"O senhor [Bolsonaro] entrega ele na última semana de março, lá no palacio do planalto", prometeu Tereza Cristina.

A medida deve ser colocada em prática após incertezas sobre a importação de fertilizantes em meio a guerra entre Rússia e Ucrânia. Atualmente, o país importa 85% dos fertilizantes que usa, sendo que 23% são de origem russa.

Na live, Bolsonaro criticou a dependência do país sobre Nitrogênio, Fósforo e Potássio. Esse último é o que mais preocupa o governo e há possibilidade de desabastecimento mundial.

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Segundo o presidente, o Brasil "fez uma opção errada" em parar de produzir fertilizantes. A fala foi corroborada pela ministra da Agricultura.

Petrobras

Bolsonaro lembrou que dos efeitos da guerra nos combustíveis e afirmou que a Petrobras poderia reduzir seu lucro para conseguir manter a estabilidade do preço nas bombas. Ele manteve, no entanto, sua afirmação de que não irá interferir na política de preços da estatal.

"Não tenho como interferir, nem vou interferir, na Petrobras. Agora a Petrobras, por sua vez, sabe da sua responsabilidade e sabe o que tem que fazer para colaborar para que o preço do combustível aqui dentro não dispare", afirmou.

"Em um momento de crise como esse, eu acho que esse lucro, dependendo da decisão dos diretores, do conselho, do presidente, poderia nesse momento de crise ser rebaixado um pouquinho para a gente não sofrer muito aqui", concluiu Bolsonaro.

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