Exploração de petróleo
Alexandre Gentil/Petrobras
Exploração de petróleo

O mercado financeiro já está sentindo os efeitos das sanções contra Moscou, após a invasão russa à Ucrânia. O barril de petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 110 nesta quarta-feira (2), sendo cotado a US$ 113,77 por volta das 10h40, valor mais alto desde 2014. O gás natural, por sua vez, disparou 60% na Europa. A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo.

A expectativa é que, após a reunião desta quarta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) e seus aliados decidam manter a política de aumentos graduais da produção de petróleo.

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A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a liberação de 60 milhões de barris de petróleo oriundos da reserva estratégica dos Estados Unidos e de outros países para evitar a escalada de preços. A ação, porém, não foi bem sucedida. Esta foi a quarta vez na história que a AIE adota uma estratégia para elevar a oferta de óleo. A última havia sido em 2011, durante a guerra civil na Líbia.

Sanções contra a Rússia levaram grandes empresas a anunciar suspensões ou saídas de seus negócios no país, incluindo grandes petroleiras.

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A disparada do petróleo pode colocar ainda mais pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Desde 2016, a Petrobras adota uma política que se orienta pelas variações do petróleo no mercado internacional. Na semana passada, a estatal disse que estava monitorando os impactos econômicos da guerra na Ucrânia antes de definir um novo reajuste. O último foi anunciado em 11 de janeiro.

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As cotações do rublo, por sua vez, voltaram a cair. Ele atingiu a mínima recorde de 110 por dólar. A moeda russa já despencou cerca de um terço de seu valor em relação à americana desde o início do ano.

Enquanto a Bolsa de Valores de Moscou permanece fechada pelo terceiro dia seguido, as demais europeias apresentaram recuperação nesta quarta-feira, após quedas nos últimos dias. A Bolsa de Londres operava em alta de 0,76%, enquanto a de Frankfurt avançava 0,15%, e a de Paris, 0,25%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam em baixa. Em Tóquio, o Nikkei encerrou o dia com queda de 1,68%, e a Bolsa de Hong Kong recuou 1,84%.

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