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A taxa de desemprego recuou para 11,6% no trimestre encerrado em novembro, mostra o IBGE em divulgação feita nesta sexta-feira. Isso significa que há 1,5 milhão de desempregados a menos no país, na comparação com o trimestre anterior.

Mas ainda há 12,4 milhões em busca de uma vaga, e o rendimento real voltou a cair e ficou no menor patamar da série histórica, iniciada em 2012. Segundo o instituto, a renda média do trabalhador recuou para R$ 2.444.

A cifra representa queda de 4,5% frente ao trimestre anterior e 11,4% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra a Domicílios (Pnad).

Nos últimos meses, a taxa de ocupação vem subindo devido ao avanço da vacinação e retomada das atividade, garantindo a alocação de trabalhadores no mercado. No entanto, a recuperação é puxada pela abertura de postos com menor remuneração.

“Esse resultado acompanha a trajetória de recuperação da ocupação que podemos ver nos últimos trimestres da série histórica da pesquisa. Esse crescimento também já pode estar refletindo a sazonalidade dos meses do fim de ano, período em que as atividades relacionadas principalmente a comércio e serviços tendem a aumentar as contratações”, explica a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

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“No setor privado, os segmentos de comércio, indústria, saúde e educação e de tecnologia da informação e comunicação foram os que mais expandiram a sua ocupação com trabalhadores com carteira assinada”, diz a pesquisadora.

A taxa de informalidade foi de 40,6% e se manteve estável frente ao trimestre anterior, mas houve aumento no número de trabalhadores informais. 

A massa de rendimento real habitual permaneceu estável, ao ser estimada em R$227 bilhões, o rendimento real habitual caiu 4,5% frente ao trimestre anterior e 11,4% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Ele foi estimado em R$2.444 no trimestre encerrado em novembro, o menor já registrado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

“Isso significa que, apesar de haver um aumento expressivo na ocupação, as pessoas que estão sendo inseridas no mercado de trabalho ganham menos. Além disso, há o efeito inflacionário, que influencia na queda do rendimento real recebido pelos trabalhadores”, explica.


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