Joe Biden, presidente dos Estados Unidos
Lorena Amaro
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos

Com o avanço da vacinação e a expansão do consumo, o PIB americano cresceu 5,7% em 2021, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio nesta quinta-feira. É a maior alta desde 1984. O resultado veio em linha com a estimativa de analistas ouvidos pela Reuters, que esperavam expansão de 5,6%.

No quarto trimestre, a economia avançou 6,9% na taxa anualizada, num ritmo maior que os 2,3% registrados no terceiro trimestre e bem acima da expectativa de analistas, que era de alta de 5,5%.

Os EUA divulgam taxas trimestrais de forma diferente que no Brasil, ao calcular a variação do PIB como se aquele percentual fosse se manter por um ano inteiro. Sem a projeção para o ano, o avanço no quarto trimestre foi de 1,7% na comparação com os três meses anteriores, segundo o New York Times.

Essa é a primeira leitura dos dados do quarto trimestre. Uma revisão será feita em 24 de fevereiro.

A forte recuperação da maior economia do mundo reflete os estímulos dados pelo governo Biden ao longo dos últimos dois anos, para mitigar os impactos da pandemia, da manutenção de juros em patamares historicamente baixos a cheques distribuídos aos cidadãos.

Essa política contribuiu para crescimento de diversos segmentos, incluindo consumo das famílias, investimentos e exportações.

Neste ano, porém, a gestão Biden deve calibrar os incentivos. Ontem, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), Jerome Powell, afirmou que a atividade econômica não precisa mais de estímulos e sinalizou com alta dos juros.

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Essa mudança na política monetária, associada ao aumento dos casos da variante Ômicron devem ditar os rumos da economia americana nos próximos meses. O desarranjo da cadeia produtiva também deve continuar a afetar a produção. Mas há otimismo entre os economistas.

"A economia deve continuar a crescer acima do seu limite neste ano, com uma sólida demanda, a necessidade de recompor os estoques e a obrigação de as fábricas atenderem níveis recordes de pedidos acumulados", disse Sam Bullard, economista sênior da Wells Fargo.

Em 2020, quando a Covid atingiu em cheio a economia americana e mundial, o PIB dos EUA encolheu 3,4%, maior queda dem 74 anos.

Os dados do quarto trimestre surpreenderam os analistas. Segundo o governo dos EUA, eles foram impulsionados pelo aumento dos estoques, estratégia das empresas para atender a demanda reprimida.

A Covid desorganizou a cadeia de suprimentos. Diante da escassez de peças e matérias-primas, as indústrias adotaram medidas para manterem níveis de estoques elevados. Essa corrida fez crescer os investimentos privados.

Há dúvidas, no entanto, sobre como será o consumo das famílias. A inflação está nos maiores níveis desde os anos 1980 e 

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