Banco Central
Reprodução: iG Minas Gerais
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O Investimento Direto no País (IDP) se recuperou em 2021 após um resultado historicamente baixo em 2020. No ano passado, foi de US$ 46,4 bilhões, contra US$ 37,8 bilhões no primeiro ano da pandemia. O número foi divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC)

O resultado de 2021 veio abaixo da última projeção do BC, de US$ 52 bilhões. Para este ano, a instituição tem uma expectativa que R$ 55 bilhões entrem no país.

Segundo o BC, a principal alta em relação a 2020 foi no ingresso de lucros reinvestidos, US$ 14,2 bilhões em 2021 contra US$ 5,5 bilhões em 2020 e na participação do capital, que passou de US$ 28,1 bilhões em 2020 para US$ 32,2 bilhões em 2021.

As operações intercompanhia, no entanto, registraram uma redução. O BC registrou saída líquida de US$ 29 milhões em 2021 contra ingresso de US$ 4,2 bilhões em 2020.

O IDP engloba investimentos duradouros no país, como a expansão da capacidade produtiva de uma fábrica ou investimentos em uma nova filial de uma empresa estrangeira. Por isso, depende que os investidores tenham segurança no momento de tomar as decisões.

Entrada no mercado

No mercado financeiro, o resultado do ano foi de entrada de US$ 25,4 bilhões, sendo US$ 7 bilhões em ações e fundos de investimento e US$ 18,5 bilhões em títulos de dívida.

Em 2020, o resultado tinha sido de saída de recursos na ordem de US$ 7,8 bilhões.

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Esses investimentos costumam ser mais voláteis e variam mensalmente de acordo com as avaliações de risco e os humores do mercado.

Despesas com viagens

Apesar de uma retomada no setor de viagens em 2021, os gastos e receitas terminaram 2021 em um patamar bem parecido com o ano anterior.

Enquanto os gastos de estrangeiros no Brasil foram de US$ 3 bilhões em 2020, o número ficou em US$ 2,9 bilhões em 2021.

Já os gastos de brasileiros lá fora também permaneceu em um patamar parecido, de US$ 5,4 bilhões em 2020 caiu para US$ 5,2 bilhões em 2021.

Esse resultado contribui para o déficit de U$ 28,1 bilhões nas contas externas em 2021, aumento de 14,8% na comparação com 2020, quando o resultado negativo foi de US$ 24,5 bilhões.

Enquanto a balança comercial teve um superávit de US$ 36,2 bilhões, acima dos US$ 32,4 bilhões em 2020, o setor de serviços, em que as viagens estão incluídas, teve um déficit de US$ 17,1 bilhões, menor do que no ano anterior.

Já as rendas primária e secundária, que inclui remessas de juros e lucros e dividendos, registraram déficit de US $50,5 bilhões e superávit de US$ 3,3 bilhões respecitvamente.

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