Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou
Reprodução
Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou

O Uruguai não assinou o comunicado conjunto divulgado pelos países-membros do Mercosul após a realização da cúpula virtual do bloco nesta sexta-feira. O encontro foi comandado pelo presidente Jair Bolsonaro, já que o Brasil ocupava a presidência pro-tempore do bloco.

Ao final da cúpula, Bolsonaro informou que colocaria para aprovação alguns documentos. Além do comunicado conjunto, havia três declarações presenciais – sobre recuperação pós-pandemia, integração digital e cooperação em Defesa.

"Se não houver objeção, daremos por aprovados o comunicado conjunto dos chefes de estado do Mercosul e Estados Associados e também as três declarações presenciais", disse o presidente.

Leia Também

Como a cúpula foi realizada de forma virtual, não houve nenhuma manifestação durante a transmissão. Mas o comunicado, que foi divulgado nos canais oficiais dos governos, não subiu imediatamente após o encerramento da cerimônia e, quando foi publicado, não continha o endosso do Uruguai.

Na cúpula de julho, não houve comunicado. E essa é a primeira vez que só há um comunicado de três países. O motivo é que o país insiste em fazer acordos comerciais para além do Mercosul e quer uma declaração contundente, especialmente do Brasil, sobre isso.

Em outubro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que faltava apenas o apoio do Uruguai para que o Mercosul reduza em 10% as alíquotas da Tarifa Externa Comum (TEC). Já naquela ocasião, segundo o ministro, a cobrança era para que o Brasil concordasse com a possibilidade de os sócios negociarem acordos de livre comércio em separado dos demais membros do bloco. Guedes ressaltou que o governo brasileiro não se oporia a essa proposta

Cúpula virtual

Foi o Brasil que decidiu transformar a cúpula do Mercosul em evento virtual. Como o GLOBO mostrou, a principal motivação para o cancelamento do encontro presencial dos presidentes foi a Ômicron, a nova variante do coronavírus.

Mas a situação atual do bloco é de tensões políticas e econômicas entre os sócios, potencializadas pela viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Argentina.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários