Rodrigo Pacheco e Silva e Luna
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Rodrigo Pacheco e Silva e Luna

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu nesta quarta-feira (17) que o lucro da Petrobras seja revertido para um fundo de estabilização de preço dos combustíveis, mas defendeu a estatal e disse que a empresa "não pode ser enxovalhada".

"O fato é que a Petrobras é uma empresa que pretende a todos os brasileiros, não pode ser desvalorizada, enxovalhada, ela tem que ser respeitada. Mas ao mesmo tempo tem que cumprir um pouco da sua função social, de dividendos muito substanciosos e substanciais que dá para a União. Esses dividendos poderem eventualmente ser revertidos para algum fundo de equalização que possa garantir um pouco mais de estabilidade nessa questão dos preços dos combustíveis", afirmou o senador.

A declaração foi feita após reunião de Pacheco com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, quando debateram as soluções para as emendas de relator. Antes do encontro, o presidente do Senado esteve reunido com o presidente da Petrobras, Joaquim Luna e Silva, e outros diretores da estatal, para debaterem a alta nos preços dos combustíveis.

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"Não tem cabimento um caminhoneiro sair do sul e levar uma carga para o nordeste e no meio do caminho dele ter tantas alterações no preço dos combustíveis. Isso gera uma imprevisibilidade no frete lamentável. Então estamos buscando solução", disse Pacheco.

A defesa da Petrobras feita por Pacheco ocorre em meio a constantes críticas feitas à estatal pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em razão da alta dos preços. No último dia 8,Bolsonaro voltou a dizer que nem ele nem seu governo tem culpa pelo aumento dos combustível no país. Em conversa com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, nesta segunda-feira, ele repetiu que o litro da gasolina sai a R$ 2,30 da Petrobras e que não é sua culpa o preço chegar a R$ 7 na bomba.

"Eu pergunto, né, não quero tirar a minha responsabilidade. O litro da gasolina está custando R$ 2,30 na refinaria e como é que pode chegar a R$ 7 na ponta da linha? Pode diminuir na Petrobras? Pode. Até porque os dividendos são, no meu entender, absurdos: R$ 31 bilhões em três meses. Não quero a parte da União desse lucro fantástico. Até porque não vai muita coisa. Vai lá para o social. E o melhor social é baratear o preço da gasolina", disse Bolsonaro, em uma entrevista dada à TV Jovem Pan.

O presidente tem culpado os governadores pelo aumento do combustível e dito que a cobrança do ICMS nos estados é a responsável por elevar o litro da gasolina. Os governadores já divulgaram nota afirmando se tratar de um "problema nacional".

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