Sindicatos convocam greve na Coreia do Sul
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Sindicatos convocam greve na Coreia do Sul

A Confederação Coreana de Sindicatos (KCTU) convocou todos os trabalhadores da Coreia do Sul a entrarem em greve geral para reivindicar melhores condições de trabalho. Nesta quarta-feira (20) espera-se que mais de meio milhão de pessoas pare de trabalhar, afetando áreas da economia como de construção, transportes, serviços, entre outros.

A KCTU é a maior central sindical do país com 1,1 milhão de membros e organizou também protestos em massa por pelo menos 15 demandas. Está anunciada para janeiro de 2022 uma greve ainda maior. 

Entre as principais demandas, a maioria se refere a abolição do chamado "trabalho irregular", seja ele por meio período, trabalho temporário ou contratações com poucos ou nenhum benefício, além da extensão da proteção do trabalho a todos os trabalhadores, informa o Yahoo.

Pedem também que a população possa interferir na política econômica em tempos de crise, e que o governo interrompa as políticas trabalhistas que permitem que o "empregador engane o trabalhador".

O primeiro ministro sul-coreano, Kim Boo-kyum, pediu para que a greve fosse cancelada ou adiada devido à pandemia, mas não adiantou. A polícia pretende impedir a manifestação enviando forças policiais para o local do protesto. 

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“Se manifestações ou comícios forem realizados para neutralizar a quarentena de qualquer forma, o governo irá responsabilizar qualquer pessoa, sem exceção, até o final”, disse o primeiro-ministro.

A Coreia do Sul é o terceiro país em que mais se trabalha, em horas de trabalho anuais, e, a partir de 2015, era o terceiro em mortes no local de trabalho entre os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).



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