Produtores serão remunerados por deixar floresta intacta
Divulgação/Operação Verde Brasil
Produtores serão remunerados por deixar floresta intacta

O governo federal lançou nesta sexta-feira (01) a Cédula de Produto Rural (CPR) Verde, título criado para financiar a conservação da floresta em pé acima do exigido por lei, em uma espécie de pagamento por serviço ambiental aos produtores pela preservação e manutenção da vegetação nativa nas propriedades.

A CPR já existe desde 1994 e a versão “verde” está sendo construída desde o início do ano. O instrumento é um dos trunfos que o governo pretende apresentar na Conferência do Clima das Nações Unidas (Cop 26), em Glasgow, na Escócia, em novembro.

"Investidores, olhem o Brasil como uma oportunidade de alocação de investimentos de baixo carbono", disse o secretário Adjunto de Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Freire.

Pelo CPR tradicional — um dos principais instrumentos de financiamento privado dos produtores rurais — o produtor antecipa o recebimento de dinheiro para custear a safra em troca da promessa de entregar parte da produção, como milho e soja.

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Com o CPR Verde, no lugar de entregar as Com a CPR Verde, ao invés de entregar os produtos tradicionais, produtor poderá negociar a manutenção da reserva florestal na propriedade com empresas que queiram zerar as emissões de carbono, por exemplo. Ou seja, uma empresa ou investidor que quer reduzir a emissão de carbono pode pagar para um produtor rural manter a floresta em pé.

A ideia é que o título permita tanto a negociação da preservação de árvores bem como o sequestro de carbono realizado por elas. O produtor rural pode se capitalizar com a renda extra e o investidor poderá negociar os créditos de carbono originados na operação.

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O título foi pensado como uma forma de compensar o produtor rural pela manutenção da floresta em pé.

A cédula é uma das iniciativas do programa brasileiro de crescimento verde e será divulgada junto com outras ações, disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida.

Ele fez um convite a investidores europeus e americanos preocupados com a preservação ambiental no Brasil para investir.

"É um instrumento voluntário, via mercado, entre entes privados", disse.

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