Relato havia sido postado por uma funcionária em fórum interno da empresa, que proíbe o vazamento das informações para o público externo
Matheus Barros
Relato havia sido postado por uma funcionária em fórum interno da empresa, que proíbe o vazamento das informações para o público externo

O grupo chinês Alibaba, dono do shopping virtual AliExpress, demitiu dez pessoas por compartilharem o relato de uma funcionária em que denunciava um caso de estupro cometido por um ex-gestor da empresa no início de agosto.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, o grupo Alibaba anunciou que a demissão realizada na última semana foi pelo compartilhamento de capturas de tela da postagem feita pela funcionária em um fórum interno da empresa, o que é contra o regulamento. Outras três pessoas foram repreendidas por terem feito comentários inapropriados no ambiente virtual, que é acessado pelos mais de 250 mil trabalhadores do grupo.

No relato, a funcionária afirmou que seus superiores e o departamento de recursos humanos não haviam levado o caso a sério, mesmo duas semanas após ter feito a denúncia de maneira formal. Depois que a agressão foi relatada no fórum da empresa, houve uma pressão dos trabalhadores e o grupo Alibaba demitiu o gerente acusado e aceitou a renúncia de dois executivos seniores.

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Ainda de acordo com a postagem, a funcionária teria sido assediada durante um jantar com clientes em que também foi forçada a beber de forma excessiva. O CEO do grupo, Daniel Zhang, reconheceu que a maneira pela qual a companhia lidou com o ocorrido foi uma “humilhação”.

A empresa repreendeu publicamente seu chefe de recursos humanos, abriu uma linha direta para denúncias de assédio sexual e criou um comitê para agir em casos futuros. Na última semana, a polícia chinesa prendeu o primeiro suspeito do caso, um antigo funcionário do supermercado Jinan Hualian que estava no jantar.

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