Banco Central inicia 2ª fase do Open Banking
Matheus Barros
Banco Central inicia 2ª fase do Open Banking

A segunda fase do open banking — transformação implementada pelo Banco Central (BC) que pretende mudar o sistema financeiro — terá início nesta sexta-feira (13). A nova etapa, em que o consumidor poderá autorizar o compartilhamento de seus dados pessoais com instituições financeiras, estava marcada para começar no dia 15 de julho, mas foi adiada.

O objetivo da inovação é ampliar a concorrência entre as instituições e, assim, baratear o crédito para os clientes. Espera-se que o consumidor não sofra mais tanto com altos juros e anuidades de cartões caras.

Outra possibilidade é não precisar criar relacionamento com uma instituição para ter acesso a benefícios. O diretor da consultoria Bip, Luigi Lervolino, explica que, ao abrir uma conta em um banco digital, ao invés de ter acesso a um limite baixo, o cliente poderá ter logo disponibilizado a ele um valor alto para gasto em cartão de crédito, semelhante ao que possui no seu banco tradicional.

Além disso, os consumidores poderão ter acesso a ofertas personalizadas. Por exemplo, após fazer a compra de uma passagem aérea de férias para o exterior, o banco poderá oferecer um seguro saúde internacional, já que é um produto complementar.

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"Um cliente que começa a comprar muitas fraldas é um outro exemplo. Pelo histórico da fatura, a instituição vai saber que teve filho e vai oferecer um seguro de vida", sugere Lervolino.

No entanto, para que os dados sejam compartilhados, é necessário que o cliente faça autorizações específicas, diretamente com a instituição bancária, por aplicativo ou pelo internet banking. Nenhum link convidando a participar do open banking será enviado por redes sociais ou aplicativo de conversa. Portanto, os clientes devem ficar atentos para evitar golpes através de pishing (página falsa na internet que rouba dados pessoais).

Somente as instituições financeiras e instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem participar. Há integrantes obrigatórios e voluntários, de acordo com o porte da instituição e do dado ou do serviço que está sendo compartilhado.  Para conferir a lista completa de participantes, clique aqui.

Eduardo Bruzzi, sócio do Lima e Feigelson Advogados e responsável pelo setor regulatório de Banking, Payments & Fintech, ratifica que todo o fluxo de informações será protegido por sigilo bancário. E as autorizações dadas terão prazo para expirar, de acordo com a finalidade do uso das informações.

"Vai fazer parte do nosso dia a dia dar a instituições de pagamentos diversos consentimentos, com prazo máximo de 12 meses. Porém, esse tempo tem que ser compatível com a finalidade a que se destina. Se eu dei o consentimento para um contrato de três meses, o acesso aos dados não poderá perdurar por um ano", orienta Bruzzi.

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