Bruno Funchal
Edu Andrade/Ministério da Economia
Bruno Funchal

O reajuste de 50% no valor do Bolsa Família para a criação do Auxílio Brasil e o aumento no número de beneficiários, de acordo com plano do governo Bolsonaro, vai custar entre R$ 26 bilhões a R$ 28 bilhões a mais em 2022, afirmou o secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, em live promovida pela XP Investimentos nesta sexta-feira (13).

Esse valor seria somado ao atual orçamento do Bolsa Família, que é de R$ 34 bilhões ao ano. Para abrir espaço no teto de gastos para o novo programa social,  tramita no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que quer parcelar os precatórios em até dez anos - atualmente, eles são despesas obrigatórias.

Segundo Funchal, não dá para criar o Auxílio Brasil nos moldes que o governo Bolsonaro deseja sem a aprovação da PEC dos Precatórios. "No plano B [sem aprovação da PEC], mantém o 'status quo' [formato atual]", afirmou.

O secretário ainda admitiu que o crescimento da inflação pode "roubar" parte desse espaço fiscal que o governo quer abrir com a PEC. Nesse caso, se a inflação vier acima do esperado, recursos terão que ser realocados para que o reajuste no Bolsa Família seja mantido, disse Funchal.

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