Com o resultado, o setor ampliou o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia
Maureen McLean/Rex
Com o resultado, o setor ampliou o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia

O setor de serviços avançou 1,7% em junho, na comparação com maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

Com o resultado, o setor não só ampliou o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia - já que se encontra 2,4% acima de fevereiro do ano passado -, como também alcançou o patamar mais elevado desde maio de 2016.

O desempenho foi puxado por todas as cinco atividades pesquisadas, com destaque para os serviços de informação e comunicação. A atividade cresceu 2,5% e alcançou o ponto mais alto de sua série.

O analista da pesquisa, Rodrigo Lobo, explica que, apesar do avanço em todas as atividades, o resultado se deve ao conjunto de serviços que conseguiram se beneficiar da pandemia ou não foram tão afetados por ela.

Estes serviços, diz ele, já tem sido impulsionados desde meados do ano passado. É o caso dos serviços de TI, consultoria empresarial, serviços financeiros auxiliares, transporte de carga, apoio logístico e armazenagem de mercadorias, por exemplo.

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"São setores mais dinâmicos, focados em inovação, em capital do que em mão de obra, que conseguiram se reposicionar aproveitando as oportunidades geradas pela pandemia, dado o efeito que ela teve na atividade econômica", explica Lobo.

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceram 1,7% no período, enquanto os serviços prestados às famílias saltaram 8,1%.

Lobo destaca, porém, que os serviços prestados às famílias ainda operam 22,8% abaixo do período pré-pandemia.

"Ainda há algum receio da população em consumir serviços dessa natureza, além das restrições de funcionamento em alguns estabelecimentos", observa o analista do IBGE.

Melhora do setor

Analistas avaliam que a retirada das medidas restritivas à mobilidade, somado ao avanço da vacinação contra a Covid-19, tendem a levar o setor de serviços para uma trajetória de recuperação.

Índice de Confiança de Serviços, (ICS) medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve a quarta melhora seguida em julho e atingiu 98,0 pontos. Foi o maior patamar registrado pela pesquisa desde os 98,3 pontos de março de 2014.

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