Ministro da Economia, Paulo Guedes criticou os excessos de falas contra o presidente Jair Bolsonaro
Edu Andrade/Ascom/ME
Ministro da Economia, Paulo Guedes criticou os excessos de falas contra o presidente Jair Bolsonaro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (12) que há excessos nas críticas contra o presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia e criticou as falas de genocida contra o presidente. Para justificar a fala, Guedes comparou as ações de Bolsonaro com a do presidente da Argentina, Alberto Fernández, e com a ex-presidente, Dilma Rousseff (PT). 


"Tem gente morrendo na Argentina aqui do lado, muito mais, e ninguém chama o presidente da Argentina de genocida. Então, às vezes, há excesso de alguns atores, mas as instituições continuam avançando. A mídia está revendo as críticas que faz, as construtivas e as destrutivas. O Executivo também, quando algum ator comete um excesso tem de reavaliar", disse. 

"Ora, foi presidente, fez o trabalho dela com muita dignidade. A extrema-esquerda entre aspas já foi testada de um lado, agora a extrema-direita está sendo testada. Há muito barulho. Prefiro o barulho da democracia versus o silêncio da ditadura.", concluiu. 

Na comparação feita com o presidente argentino, o ministro não citou o início da vacinação em pelo menos um mês antes do Brasil e nem a quantidade de mortes no país latino. O processo de imunização na Argentina começou em dezembro de 2020, enquanto no Brasil foi iniciado em janeiro deste ano.

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Embora sua população seja menor, o país vizinho registrou 108 mil mortes desde o início da pandemia, cerca de 200 óbitos diários. Já o Brasil apresenta mais de 560 mil mortes pela doença, aproximadamente mil mortes diárias. 

O ministro ainda citou desrespeito da população e poderes, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares da Câmara dos Deputados e Senado. Guedes ressaltou ver a democracia resiliente e prevê a realização das eleições de forma 'tranquila'. 

"Quando um desrespeita o outro, o outro devolver e entramos em uma escalada". 

"Estou muito confiante que a nossa democracia é resiliente. Falta um ano para as eleições. Apesar desse nervosismo todo vamos chegar lá", completou.

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